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    Justiça Federal condena ex-carcereiro da 'Casa da Morte' a 12 anos de prisão por tortura e estupros durante a ditadura

    7 hours ago

    A Justiça Federal condenou Antonio Waneir Pinheiro Lima, conhecido como Camarão, por sequestro e dois estupros cometidos contra Inês Ettiene Romeu, ativista que passou pela "Casa da Morte" de Petrópolis durante a ditadura. A condenação ocorre mais de 50 anos após os crimes. A sentença reconheceu que ocorreu um crime contra a humanidade, o que impõe ao Estado Brasileiro o dever de punir os responsáveis. Segundo as investigações do MPF, ao menos 22 pessoas foram assassinadas na Casa da Morte ou permanecem desaparecidas. O g1 tenta contato com a defesa de Antonio Waneir Pinheiro Lima. Inês Etienne Romeu durante audiência da Comissão Nacional da Verdade José Pedro Monteiro / Agência O Dia / Estadão Conteúdo Em 2017, o MPF teve a denúncia rejeitada pela 1ª Vara Federal Criminal de Petrópolis, e "Camarão" foi absolvido sumariamente dos crimes de tortura e estupro. O juiz Alcir Luiz Lopes Neto entendeu que o réu estava amparado pela Lei da Anistia. Em 2019, no entanto, o TRF-2 aceitou a denúncia contra Antônio. Além do crime de estupro, o sargento reformado também passou a responder por sequestro e cárcere privado. O voto do relator, o desembargador federal Paulo Espírito, foi seguido pela maioria da 1ª Turma Especializada. Antonio Waneir Pinheiro Lima, conhecido como Camarão, foi condenado pela Justiça Federal do Rio Reprodução ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Casa da Morte em Petrópolis Aline Rickly LEIA TAMBÉM: A história da 'Casa da Morte' contada por única sobrevivente Casa da Morte é declarada como imóvel de utilidade pública para criação de memorial A desembargadora Simone Schreiber, em seu voto, citou as diversas provas que respaldavam as declarações da vítima, como a admissão de Antônio sobre trabalhar como caseiro na Casa da Morte na época dos fatos. Ela ainda lembrou que crimes contra a humanidade são "imprescritíveis". Agora no g1 "As graves violações de direitos humanos perpetradas contra a população civil (torturas, espancamentos, ofensas sexuais, sequestros, desaparecimentos forçados e outros) foram usadas no Brasil, durante todo o regime ditatorial, como mecanismos institucionais de controle e repressão estatal de opositores políticos e perseguidos do regime", citou Schreiber.
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