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    Justiça decreta prisão preventiva de mulher acusada de tentar matar namorado com açaí envenenado em Ribeirão Preto, SP

    há 2 meses

    Adenilson Ferreira Parente passou mal após comer açaí envenenado e polícia indiciou Larissa de Souza por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV A Justiça aceitou nesta segunda-feira (13) a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Larissa de Souza, acusada de tentar matar o namorado Adenilson Parente, com um açaí envenenado em Ribeirão Preto (SP). A Polícia Civil foi até a casa de Larissa para cumprir o mandado de prisão, mas não havia encontrado a acusada até a última atualização desta notícia. Na decisão, a juíza Marta Rodrigues Maffeis aceitou a acusação por tentativa de homicídio qualificado e, ao estabelecer a prisão preventiva, considerou o fato de a acusada ter vínculo familiar com outro estado, o Maranhão, onde nasceu. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Além disso, considerou a pena de prisão prevista no Código Penal em caso de condenação, que pode chegar a 30 anos, como um motivo para fuga, e indícios de que a acusada tentou apagar provas. Segundo a Polícia Civil, ela 'resetou' o celular dias depois do envenenamento, em fevereiro. 🔎 Resetar significa reiniciar, restaurar ou zerar um dispositivo eletrônico, ou sistema às suas configurações originais de fábrica, apagando dados e configurações personalizadas. "As medidas cautelares de prisão revelam-se insuficientes no caso concreto, notadamente em razão da gravidade do modus operandi, da demonstrada disposição para destruição de provas e da convivência com a vítima, que inviabiliza a eficácia de medidas como proibição de contato ou recolhimento domiciliar", argumentou a magistrada. Açaí com chumbinho: veja o que se sabe sobre o caso Larissa já tinha sido indiciada pela Polícia Civil por tentativa de homicídio após análises confirmarem a presença de chumbinho no açaí, mas o Ministério Público havia pedido novos depoimentos para levantar mais informações contra a suspeita antes de formalizar a denúncia, que agora resultou no pedido de prisão. Até então, a denunciada respondia ao processo em liberdade e o próprio namorado de Larissa ainda dizia acreditar na inocência dela. Açaí envenenado O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro, quando Larissa foi a uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste da cidade, por volta das 16h para retirar o pedido de dois copos de açaí com morango, leite condensado e amendoim. Imagens de câmeras de segurança de vizinhos do casal mostram o momento em que Larissa e Adenilson chegaram em casa de carro. Ela carregava uma sacola com os dois copos de açaí e entregou um deles ao namorado antes de entrar na residência. Segundo a polícia, ainda dentro do carro, Larissa teria colocado algo em um dos copos de açaí e depois descartado um saquinho plástico em via pública. No depoimento, ela afirmou que adicionou leite condensado, que veio à parte. LEIA TAMBÉM Açaí com chumbinho: Ministério Público pede novos depoimentos de vítima e testemunhas Jovem envenenado diz ainda acreditar que namorada é inocente após indiciamento dela Polícia apura se jovem envenenou açaí do namorado para ficar com R$ 20 mil dele Leite condensado em copo de açaí pode ajudar no caso de envenenamento em SP; entenda A dona de casa Larissa de Souza Batista fala sobre suspeita de envenenamento do marido em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Nas imagens, também é possível notar que, na sequência, a jovem entregou o copo ao namorado e entrou na casa. Ele deixou o açaí no chão e saiu com o carro. Minutos depois, Larissa foi até a garagem, recolheu o copo e entrou novamente na casa. Adenilson retornou à residência e ficou no local por cerca de 20 minutos. Por volta das 20h, a câmera de segurança da loja onde o açaí foi comprado flagrou o casal retornando ao local para reclamar da compra. Adenilson já sentia queimação na garganta, tontura, sonolência intensa e gosto de óleo de motor de carro. Substância encontrada em copo de açaí consumido por jovem que passou mal em Ribeirão Preto, SP, é terbufós Reprodução/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
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