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    Justiça de AL concede liberdade a pai suspeito de gastar R$ 113 mil de campanha para tratamento do filho

    21 hours ago

    Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), no centro de Maceió Ana Clara Pontes/G1 A Justiça de Alagoas concedeu, na quinta-feira (2), liberdade provisória a João Victor dos Santos Oliveira, suspeito de gastar R$ 113 mil arrecadados em uma campanha para custear o tratamento médico do filho, Noah Gabriel. Noah Gabriel, natural de Murici, na Zona da Mata de Alagoas, tinha 1 ano e 5 meses quando contraiu pneumonia, em 2025. Devido ao agravamento do quadro de saúde, a criança teve as mãos e os pés amputados. Após a repercussão do caso, o menino recebeu próteses. João Victor estava preso desde janeiro de 2026, após investigações da Polícia Civil apontarem que ele teria gasto o dinheiro arrecadado com apostas virtuais, deixando apenas R$ 300 na conta destinada às doações. Agora no g1 Ele foi colocado em liberdade após a defesa alegar que a prisão preventiva havia sido fundamentada de forma genérica e que sua soltura não representava risco à ordem pública nem à instrução do processo. De acordo com a decisão da juíza Paula de Goes Brito Pontes, da Vara de Ofício Único de Murici, o investigado deverá cumprir medidas cautelares, entre elas: Comparecer em juízo nas datas fixadas pela Justiça; Não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial prévia; Inscrever-se e participar do grupo Jogadores Anônimos (J.A.) por, no mínimo, quatro meses, podendo frequentar as reuniões de forma virtual, desde que comprove à Justiça a frequência e a efetiva participação. Investigação Noah Gabriel perdeu os membros após sofrer complicações no fim de 2025. Arquivo pessoal A Polícia civil tomou ciência do caso após a mãe de Noah Gabriel registrar boletim de ocorrência em 13 de janeiro, quando percebeu que o dinheiro arrecadado não estava mais disponível. O problema veio à tona no momento em que ela precisava custear uma viagem já marcada para São Paulo, onde o filho receberá próteses. De acordo com o inquérito, uma conta bancária foi aberta em nome do pai para receber as doações, já que a mãe acompanhava o filho durante o período mais crítico da internação. Após uma análise na conta bancária, foi constatado que praticamente todo o montante de R$ 113 mil teria sido gasto pelo investigado em apostas virtuais, restando aproximadamente R$ 300 na conta destinada ao tratamento. Reportagem em atualização
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