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    Japão e Alemanha devem liberar reservas de petróleo para conter alta do preço da gasolina

    há 3 meses

    Japão e Alemanha devem liberar reservas de petróleo. Jornal Nacional/ Reprodução Japão e Alemanha anunciaram, nesta quarta-feira (11), que vão liberar parte de suas reservas de petróleo para conter a alta do preço da gasolina e de outros combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota de trânsito crucial por onde passa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em todo o mundo. Vários navios foram atacados na região. Como fica a Petrobras? Petróleo em alta turbina caixa da empresa, mas pressiona política de preços e inflação Navios são atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz Na manhã desta quarta-feira, o barril de West Texas Intermediate (WTI) era negociado a quase 88 dólares, uma alta de cerca de 6%, e o Brent do Mar do Norte tinha cotação de pouco mais de 92 dólares (+5%). "Sem esperar por uma decisão oficial da AIE (Agência Internacional de Energia) sobre uma liberação coordenada das reservas internacionais, o Japão decidiu tomar a iniciativa de aliviar a oferta e a demanda no mercado internacional de energia, liberando suas reservas estratégicas a partir de 16 de março", declarou à imprensa a primeira-ministra Sanae Takaichi. Uma fonte do governo da Alemanha indicou à AFP que Berlim adotará uma medida similar, sem revelar mais detalhes. O ministro francês da Economia, Roland Lescure, destacou que as decisões são parte, "sem nenhuma dúvida, de uma reflexão extremamente coordenada". Alemanha e Japão são membros do G7. Os chefes de Estado e de Governo do grupo devem abordar a questão das reservas de energia em uma videoconferência prevista para esta quarta-feira. Segundo o Wall Street Journal, a AIE propôs a maior liberação de reservas de petróleo de sua história para conter a escalada dos preços. A injeção de petróleo bruto superaria os 182 milhões de barris que os países membros da organização disponibilizaram ao mercado em 2022, após a invasão russa da Ucrânia, segundo o WSJ. A proposta foi apresentada em uma reunião de emergência na terça-feira entre funcionários de alto escalão do setor de energia dos 32 países membros da AIE. Uma decisão deve ser anunciada nesta quarta-feira.
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