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    Irmão de Leide das Neves sofreu com depressão e outros problemas de saúde após contato com o Césio-137, diz presidente de associação de vítimas

    15 hours ago

    Após 30 anos, vítimas do acidente com césio-137 dizem sofrer com a falta de apoio médico O irmão de Leide das Neves Ferreira, a menina que morreu após o acidente com o Césio-137, em 1987, em Goiânia, sofreu com depressão e outros problemas de saúde após o caso, de acordo com o presidente da Associação das Vítimas do Césio-137, Marcelo Santos Neves. Lucimar das Neves Ferreira foi encontrado morto na casa onde morava com a companheira, em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo Marcelo, Lucimar tinha depressão profunda e traumas relacionados ao acidente. Quando a tragédia aconteceu, ele tinha 14 anos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Marcelo disse ainda que Lucimar teve episódios de desmaio na rua e, em uma das ocasiões, a mãe foi buscá-lo no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). "Ele estava fazendo tratamento agora, não sei bem de quê, porque ele não correspondia aos tratamentos", relatou. Morre irmão de Leide das Neves, vítima do Césio-137 em Goiás Reprodução/Instagram de Lourdes das Neves LEIA TAMBÉM Morre irmão de Leide das Neves, vítima do Césio-137 em Goiás O que aconteceu com as vítimas do Césio-137? Irmão de Leide das Neves morreu de insuficiência respiratória aguda, diz família; morte não tem relação com o Césio-137 Lucimar morreu aos 52 anos, no último sábado (25). A causa da morte, que não teve relação com o Césio-137, foi uma insuficiência respiratória aguda e broncopulmonar, de acordo com o exame cadavérico solicitado pela família. A informação foi confirmada ao g1 pelo tio Odesson Ferreira. A mãe dele, Lourdes das Neves Ferreira, postou uma foto do filho em abril deste ano e, na legenda, contou brevemente sobre o acidente. "Esse é meu filho Lucimar. Na época do acidente do Césio-137, estava com 14 anos. Amo você, meu filho", escreveu na publicação. Relembre o acidente O acidente teve início em 13 de setembro de 1987, quando Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves retiraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), no Centro de Goiânia. Eles levaram a peça para a casa de Roberto, na Rua 57, onde removeram o lacre da cápsula que continha Césio-137 na forma de pó, semelhante ao sal de cozinha, mas que emitia um intenso brilho azul no escuro. Em 18 de setembro, a peça foi vendida para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho, que ficou encantado com a luminosidade e distribuiu fragmentos da substância para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia. Um dos símbolos da tragédia, Leide das Neves era filha de Ivo Ferreira, irmão de Devair, e tinha apenas 6 anos quando brincou com o pó e ingeriu partículas, tendo sido a vítima mais afetada. Ela morreu em 23 de outubro de 1987 e foi enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação. A menina foi uma das quatro vítimas fatais diretas, que morreram entre quatro e cinco semanas após a exposição devido à Síndrome Aguda da Radiação (SAR). As outras três vítimas foram Maria Gabriela Ferreira, esposa de Devair; e Israel Batista dos Santos e Admilson Alves de Souza, ambos funcionários do ferro-velho. De acordo com informações divulgadas pelo Governo de Goiás, na época, um monitoramento realizado no Estádio Olímpico avaliou mais de 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram algum grau de contaminação e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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