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    Irã fala pela 1ª vez em fim da guerra e impõe condições para encerrar o conflito

    há 3 meses

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Angelina Katsanis/AP Photo O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o fim da guerra no Oriente Médio depende do cumprimento de três condições impostas por Teerã. A fala, na noite de quarta-feira (12), foi a primeira vez em que uma autoridade iraniana mencionou publicamente a possibilidade de fim nos conflitos atuais. Pezeshkian apresentou como exigências para que o Irã cesse ataques: O reconhecimento dos “direitos legítimos” do país; O pagamento de reparações às destruições provocadas por ataques dos EUA e Israel; E a criação de garantias internacionais que impeçam novas agressões. Segundo o presidente iraniano, essas medidas representam “o único caminho” para encerrar o conflito com Israel e os Estados Unidos. O posicionamento, foi divulgado pelo presidente iraniano nas redes sociais, em meio à intensificação dos confrontos envolvendo os três países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na mensagem, Pezeshkian afirmou ainda que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, para quem disse ter manifestado o compromisso do Irã com a paz na região. No entanto, responsabilizou os adversários pela escalada do conflito. “Em conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão, reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região. A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, escreveu. Guerra e escalada militar Donald Trump diz que já venceu a guerra com o Irã O atual conflito no Oriente Médio começou após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em território iraniano no fim de fevereiro. Esses ataques resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de parte da cúpula militar do país, desencadeando uma onda de retaliações iranianas e ampliando a escalada militar na região. Desde então, Teerã tem respondido com ataques a bases americanas e posições israelenses, além de elevar as ameaças a embarcações ligadas aos dois países no Golfo Pérsico — uma rota responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo. Enquanto o Irã promete retaliação, Estados Unidos e Israel mantêm operações aéreas contra infraestrutura militar e estratégica iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em pronunciamentos recentes que a guerra estaria “praticamente encerrada”, apesar da continuidade das tensões. Israel, por sua vez, declarou que suas operações continuarão “enquanto for necessário”. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país não pretende interromper a ofensiva até atingir todos os objetivos militares definidos pelo governo. A escalada ocorre poucos dias depois de Pezeshkian ter criticado publicamente as exigências americanas de “rendição incondicional”, classificando-as como “um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, durante outro pronunciamento divulgado pela TV estatal iraniana. Na ocasião, ele também pediu desculpas por ataques a países vizinhos, atribuindo-os a falhas internas de comunicação. LEIA TAMBÉM: Irã faz novos ataques a instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra incêndio em depósito de combustível no Bahrein Trump diz que EUA sabem onde estão 'células adormecidas' do Irã VÍDEOS: mais assistidos do g1
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