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    Inquérito aponta indícios de fraude em contrato das UPAs de Palmas e termina com dez indiciados

    há 1 dia

    UPA da região sul de Palmas Raiza Milhomem/Secom Palmas A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito da Operação Falsa Emergência e indiciou dez pessoas por supostas irregularidades no contrato de R$ 139 milhões para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. A investigação apontou indícios de fraude no processo de contratação, possível desvio de recursos públicos e atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para viabilizar a parceria. Entre os indiciados estão a ex-secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o ex-superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pela investigação como lobista do contrato. Os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), que irão analisar as medidas cabíveis. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, as investigações reuniram elementos obtidos por meio de análises documentais, diligências de campo, monitoramentos, oitivas de testemunhas e investigados, além de exames de informações financeiras e patrimoniais. De acordo com o inquérito, foram identificados indícios de direcionamento da parceria, supressão de etapas legalmente exigidas, elaboração de documentos incompatíveis com a cronologia dos fatos e mecanismos destinados a dar aparência de legalidade ao procedimento. A apuração também apontou possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos, além de indícios de obtenção de vantagens indevidas, ocultação de patrimônio e adoção de medidas para dificultar o esclarecimento dos fatos. VEJA TAMBÉM VÍDEO: Polícia realiza nova fase da Operação Falsa Emergência Sob investigação, contrato de terceirização das UPAs de Palmas por R$ 139 milhões segue valendo Em meio à crise na Saúde de Palmas, Santa Casa cobra pagamento atrasado da prefeitura Ao final das investigações, os dez envolvidos foram indiciados por crimes como peculato-desvio, peculato culposo, corrupção passiva majorada, corrupção ativa majorada, associação criminosa, lavagem de capitais, favorecimento pessoal e falso testemunho, conforme a participação individual de cada investigado. Três dos indiciados seguem presos preventivamente. Segundo a Polícia Civil, as detenções foram mantidas porque os investigados teriam tentado interferir no andamento das apurações. Dhieine Caminski; Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido Colagem/Divulgação Entenda a investigação A Operação Falsa Emergência foi deflagrada para apurar suspeitas de irregularidades na contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as UPAs Norte e Sul de Palmas. No dia 21 de maio, a Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Palmas durante a primeira fase da operação. Já em 10 de junho, a ex-secretária de Saúde Dhieine Caminski e o então superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram presos por determinação da Justiça. Na mesma operação, a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva foi apontada como foragida e se apresentou posteriormente à Justiça, no dia 15 de junho. Apesar das investigações, das prisões e das exonerações, o contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba permanece em vigor. O acordo prevê o repasse de R$ 139 milhões para a gestão das UPAs pelo período de 12 meses. Defesa de Cláudia Fernanda Cândido Ainda que o relatório da autoridade polícia seja uma peça meramente informativa que põe fim a investigação, tal como posto, é totalmente despropositado e absolutamente dissonante com a realidade. Aliás, esperamos que assim seja considerado pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Quanto às prisões, considerando que o fundamento do decreto “era” a possibilidade de intervenção na investigação, diante de sua conclusão, espera- se que sejam imediatamente revogadas tal como pedido pela defesa. Irregularidades na investigação sobram. No entanto, serão discutidas no momento processualmente adequado. O g1 Tocantins solicitou posicionamento dos outros indiciados mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins. Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.
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