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    Homem faz reféns em supermercado na Ucrânia; seis pessoas morreram

    há 2 meses

    Moradores observam o local de um tiroteio em Kiev , Ucrânia, em 18 de abril de 2026. REUTERS/Valentyn Ogirenko Pelo menos seis pessoas morreram neste sábado (18) em um bairro residencial de Kiev, segundo anunciou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, após um homem armado abrir fogo e fazer reféns dentro de um supermercado. Ao menos 14 pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital. O suspeito, de 58 anos, foi morto durante a operação policial. “Ele havia tomado reféns e atirado contra policiais durante a detenção”, informou o ministro do Interior, Ihor Klymenko, nas redes sociais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Meus mais profundos pêsames às famílias e aos entes queridos. Dez pessoas foram hospitalizadas com ferimentos e traumatismos", anunciou Zelensky na rede social X. "Quatro reféns foram resgatados", acrescentou. "As circunstâncias estão sendo esclarecidas", afirmou o presidente, que pediu uma "investigação rápida" sobre o tiroteio. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que foi realizada uma operação especial para deter o atirador, que se encontrava dentro de um supermercado em um distrito central da capital. De acordo com Zelensky, o agressor nasceu na Rússia, tinha antecedentes criminais e viveu por um longo período na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. As autoridades ainda investigam a motivação do crime. O ataque — considerado raro em Kiev desde o início da invasão russa em larga escala, em 2022 — ocorreu em uma área movimentada, próxima a prédios residenciais e a um centro comercial. Um repórter da Associated Press viu corpos cobertos com mantas térmicas na rua, enquanto moradores e pedestres fugiam do local. Segundo o presidente ucraniano, o atirador incendiou um apartamento antes de sair armado para a rua, onde matou quatro pessoas. Uma vítima morreu dentro do supermercado e outra não resistiu aos ferimentos no hospital. As tentativas de negociação fracassaram. “Chegamos a oferecer torniquetes para estancar o sangramento de uma possível vítima, mas ele não respondeu”, afirmou Klymenko. Após cerca de 40 minutos de cerco, as forças especiais invadiram o local e neutralizaram o agressor. O ministro confirmou que ele tinha porte legal da arma. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) classificou o ataque como um ato de terrorismo. Moradores do distrito de Holosiivskyi disseram reconhecer o atirador. “Eu o conhecia de vista. Parecia um homem educado e reservado. Nunca imaginaríamos isso”, disse Hanna Kulyk, de 75 anos, que vivia no mesmo prédio. “Ele morava sozinho.” Veja mais: Mais de 38 mil mulheres e meninas morreram na guerra em Gaza, diz ONU Expulsos dos EUA, imigrantes de origem latina são enviados à República Democrática do Congo, diz agência Mamdani critica Trump por gasto de bilhões com guerra no Irã
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