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    Holandês investigado por tráfico internacional e colombiano condenado a 40 anos: quem são os presos que tentaram fugir no Rio

    10 hours ago

    Holandês procurado por tráfico internacional de drogas foge de presídio de Bangu 8 no RJ Reprodução Os dois presos que fugiram neste sábado (26) do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, uma das unidades do complexo de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, têm histórico de crimes graves e conexões internacionais. O holandês Gerel Lusiano Palm fez parte da lista de procurados da Interpol e foi investigado pela DEA, órgão norte-americano, por envolvimento com tráfico internacional de drogas. Ele foi condenado a 20 anos de prisão na Holanda. Já o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos de prisão em seu país pela morte de um policial e é suspeito de integrar o Cartel de Medellín. Os dois foram recapturados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Palm foi condenado na Holanda a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele também respondia a outro processo por homicídio. A fuga aconteceu durante a tarde deste sábado. Segundo informações obtidas pela TV Globo, Palm e um Juan renderam um policial penal que estava de serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS), tomaram a arma do agente e conseguiram deixar a unidade. O colombiano também foi recapturado. Agentes penitenciários recapturam presos que fugiram de Bangu 8 Procurado pela Interpol e pelo DEA Gerel Palm foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021, aos 38 anos, em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na época, o nome dele constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol, sistema usado para localizar pessoas procuradas pelas autoridades de diferentes países. Palm era procurado por uma tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Ele também era procurado pelo DEA, órgão norte-americano responsável pela investigação de crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas. A prisão foi realizada por policiais federais do Núcleo de Cooperação Policial Internacional (Interpol/RJ), com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Centro de Cooperação Policial Internacional da PF no Rio. Condenado a 20 anos na Holanda A prisão de Palm no Brasil teve como base uma condenação da Justiça da Holanda. O holandês Gerel Lusiano Palm tentou fugir do presídio de Bangu 8 no RJ. Reprodução Em 14 de janeiro de 2021, o tribunal de Oost-Brabant condenou o holandês a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo. Palm também respondia a outro processo por um homicídio ocorrido em 2015. Após ser preso no Rio, ele foi levado para o sistema penitenciário fluminense, onde aguardava o processo de extradição para a Holanda. Suspeita de propina para interferir na extradição O processo de extradição de Palm também aparece em uma investigação da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência envolvendo agentes públicos, uma advogada e interesses ligados ao tráfico internacional de drogas. Delegado federal Fabrizio Romano, preso nesta segunda (9), no Rio Reprodução Segundo as investigações, a advogada Patrícia Falcão, que representa Palm, teria procurado, em 2023, Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio, e oferecido R$ 150 mil para que ele ajudasse a interferir no processo de extradição do holandês. Ainda segundo a PF, Carracena teria acionado pessoas para atender aos interesses da advogada. Entre elas estaria o delegado federal Fabrizio Romano, que teria pedido um adiantamento de parte do valor e acessado sistemas policiais em busca de informações sobre os processos relacionados a Palm. Os fatos são investigados na Operação Anomalia, que integra a força-tarefa Missão Redentor II. Fabrizio Romano e Patrícia Falcão foram presos por determinação do Supremo Tribunal Federal. Carracena já estava preso desde setembro de 2025 e recebeu um novo mandado de prisão. Advogada Patrícia Falcão Reprodução Os investigados são apurados, conforme o grau de participação, por suspeitas de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Condenado por matar policial O colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos de prisão na Colômbia pela morte do policial Juan Camilo, em 2010. Segundo as investigações colombianas, Juan Estebán devia cerca de 10 milhões de pesos colombianos ao agente e teria planejado o assassinato para evitar o pagamento. Após o crime, que teve grande repercussão na Colômbia, ele fugiu para Santiago, no Chile, onde permaneceu até 2016. Naquele ano, passou a morar no Rio de Janeiro. Segundo as investigações das polícias Civil e Federal brasileiras, Juan Estebán seria integrante do Cartel de Medellín, organização ligada ao tráfico internacional de drogas, e atuaria como elo do grupo com traficantes brasileiros. O colombiano Juan Estebán, suposto integrante do Cartel de Medellín, condenado a 40 anos de prisão e foragido desde 2010, foi preso nesta segunda-feira (12), na Muzema, na Zona Oeste. Divulgação/Polícia Civil O colombiano foi localizado durante uma investigação da 11ª DP (Rocinha) sobre o tráfico de drogas na comunidade, na Zona Sul do Rio. Na época, os policiais descobriram que ele frequentava a região, mas não havia registros sobre seu nome nos bancos de dados nacionais. O nome, porém, constava na lista de alerta vermelho da Interpol. A Polícia Federal entrou em contato com a Interpol e com as autoridades colombianas, que confirmaram a identidade de Juan Estebán, a condenação e a gravidade do caso. Com um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agentes das polícias Civil e Federal e da Interpol participaram da operação que resultou na prisão do colombiano, na casa de sua companheira, na Estrada do Itanhangá, na comunidade da Muzema, na Zona Oeste. Como foi a fuga de Bangu 8 Segundo informações obtidas pela TV Globo, Palm estava classificado como “faxina”, preso autorizado a exercer atividade laborativa, apesar de ser considerado de alta periculosidade. Ele e o colombiano Juan teriam rendido o policial penal que estava em serviço pelo RAS e aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” no agente. Em seguida, teriam tomado a arma do policial. Os dois foram até uma guarita localizada na parte de trás da unidade. Segundo as informações recebidas, eles subiram na estrutura e desceram por uma “tereza”, uma corda improvisada, para chegar à área externa. Inicialmente, informações apontavam que veículos aguardariam os presos do lado de fora para dar apoio à fuga. Segundo uma das fontes, Palm seria levado para o Complexo da Penha, na Zona Norte, onde ocorreria o resgate. A fuga, no entanto, terminou com a recaptura dos dois presos. Juan foi localizado primeiro. Palm foi encontrado posteriormente com apoio de um helicóptero da Core. Presos subiram na guarita e desceram de “tereza”, uma corda improvisada. Arquivo pessoal Presos subiram na guarita e desceram de “tereza”, uma corda improvisada. Reprodução
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