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    Harpia é flagrada predando macaco-guariba; não consegui entender o que que era, diz biólogo

    10 hours ago

    Harpia é flagrada predando macaco-guariba em área remota da Amazônia paraense Uma harpia foi flagrada predando um macaco-guariba (também chamado de bugio) durante uma expedição em uma área remota da Amazônia paraense. O momento foi registrado pelo biólogo Will Pessoa, que avistou o animal por acaso enquanto retornava de um ponto de pesquisa para outro, na estrada, por volta das 10h. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Eu vi um movimento no meio da estrada, tava com vegetação, não consegui entender o que que era. Quando eu fui me aproximando, eu vi que era uma ave, e aí na hora que eu identifiquei, o bicho saiu voando, contou o biólogo. Foi então que a equipe percebeu se tratar de uma harpia. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: VÍDEO: Bióloga encontra família de sauás no quintal e se emociona com filhote PRESERVAÇÃO: 600 espécies de aves e até onças: conheça área de 11 mil hectares protegida por hotel na Amazônia RANAVÍRUS: Vírus causa mortalidade em massa e queda de 83% na reprodução de perereca em SC O flagrante Ao se aproximar, o biólogo constatou que a ave havia deixado a presa, o macaco-guariba, caída no chão, enquanto circulava entre as árvores próximas. A gente percebeu que ela deixou a presa no chão, o macaco guariba ficou lá no chão, e o animal ficou circulando, pulando, saindo de uma árvore para outra, enquanto a gente tava fazendo o registro, relatou Pessoa. Harpia é flagrada predando macaco-guariba em área remota da Amazônia paraense Will Pessoa Diante da cena, a equipe teve a ideia de instalar uma câmera trap, equipamento equipado com sensor de presença que aciona a gravação de vídeo ou foto automaticamente, próximo ao corpo do macaco. A aposta partiu de um comportamento já conhecido de aves de rapina. A gente sabe que geralmente águia, gavião, falcão, ele quando deixa uma presa cair ou por algum motivo ele deixa lá, ele volta para pegar, explicou o biólogo. A espera O equipamento foi configurado para gravar vídeo com som e com sensibilidade de sensor aumentada, de forma a captar qualquer movimento no local. Coloquei essa câmera próximo ao macaco e deixei lá, na torcida de que esse animal voltasse para pegar a sua comida, já que ele não conseguiu terminar seu lanche, disse Pessoa. No dia seguinte, a equipe retornou ao ponto para verificar o resultado. Passei lá super ansioso para tentar ver se esse bicho tinha pegado o macaco. Chegamos lá, o macaco não estava, alguém levou. Pode ter sido a harpia ou pode ter sido algum outro animal de chão, relatou o biólogo, que adiantou ainda ter conseguido registrar, com a câmera trap, o momento em que a harpia retorna ao local para buscar a presa. Importância científica do registro Para Will Pessoa, flagrantes como esse têm valor direto para a conservação da espécie, classificada como ameaçada. Registro de predação, da sua biologia, da sua ecologia são fundamentais para compreensão de como esse bicho vive, como é sua dieta, em que horários de atividade eles estão, e tudo isso a gente usa para trabalhos de conservação das espécies, afirmou. O biólogo reforça ainda o papel de registros feitos por pesquisadores e por qualquer pessoa que cruze com o animal na natureza. Isso aqui, um registro seja nosso, seja de qualquer pessoa, ele é muito útil e é muito importante para que a gente compreenda como é a dinâmica populacional, a ecologia, a biologia desses animais, concluiu. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
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