Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Guerra no Oriente Médio: ataques à indústria energética fazem preços do petróleo e do gás natural dispararem; bolsas caem

    3 months ago

    Preço do petróleo dispara por causa da guerra no Oriente Médio O planeta vive o pesadelo de uma crise energética global porque o Irã decidiu escalar a guerra no Oriente Médio; passou a atacar instalações de petróleo e gás em todo o Golfo Pérsico. E aí esta quinta-feira (19) foi de bolsas em queda, preços em alta. Muita incerteza. A pergunta que o mundo inteiro se faz é: até onde vai essa crise? Está todo mundo se ajeitando na cadeira e recalculando rota. O Banco Central da Inglaterra não cortou a taxa de juros, como era esperado para março antes dessa guerra começar, e prevê o que chamou de “um novo choque na economia”, com uma inflação em março bem acima da meta de 2% - em 3,5% - e um aumento na conta de energia das famílias. Os mercados viveram uma quinta-feira tensa. A preocupação é que os novos danos à infraestrutura energética no Oriente Médio piorem o que já está bem ruim: o fornecimento de petróleo e gás natural pelo mundo. O barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, chegou nesta quinta-feira (19) a quase US$ 120. Desde que a guerra começou, o preço já subiu entre 30% e 40%. O que analistas falam é que, nesse momento, o mercado já começou a colocar no preço do petróleo o risco de um choque de oferta, de uma crise energética global mais profunda. Na Ásia, as bolsas caíram e o petróleo também subiu. E, nesta quinta-feira (19), o preço do gás natural disparou. Na Europa, chegou a subir 25%. Os ataques iranianos interromperam 17% da capacidade de exportação de gás do Catar. Isso representa uma perda estimada de US$ 20 bilhões em receita anual, ameaçando o fornecimento para a Europa e para a Ásia. O governo do Catar disse que serão necessários cinco anos para reparar os danos do bombardeio iraniano ao complexo de gás natural de Ras Laffan, o maior do mundo. Guerra no Oriente Médio: ataques à indústria energética fazem preços do petróleo e do gás natural dispararem; bolsas caem Jornal Nacional/ Reprodução Essa escalada que vimos nas últimas 48 horas no Oriente Médio, para a economia, está sendo considerada a mais significativa até agora, e os efeitos dessa crise continuam se espalhando. Companhias aéreas na África do Sul anunciaram sobretaxas de combustível nas passagens - prejuízo para o consumidor - por causa da dificuldade de acesso a querosene para os aviões. O especialista da agência Reuters diz que já estamos vivendo um choque energético. Dmitry Zdanikov conta que agricultores nos Estados Unidos já estão sentindo o aumento do preço do diesel que move as máquinas no meio do período de plantio. Também nesta quinta-feira (19), Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgaram uma declaração conjunta. Os seis países destacaram que os efeitos das ações do Irã serão sentidos em todo o planeta, especialmente pelas populações mais vulneráveis. Também se disseram “prontos para contribuir” para uma navegação segura pelo Estreito de Ormuz - sem dar detalhes. Líderes europeus se reuniram em Bruxelas para buscar uma solução para essa crise geopolítica que estamos vivendo, com consequências econômicas crescentes e ainda imprevisíveis. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que a União Europeia apoia o multilateralismo e a lei internacional, e que é contra essa guerra. O alemão Friederich Merz falou que recebeu de forma positiva os sinais do presidente americano, na quarta-feira (18), de que o conflito no Irã acabaria em breve. O chefe da Aliança Militar do Ocidente, Mark Rutte, afirmou que os ataques ao Irã são importantes para a segurança europeia, porque ninguém quer ver um país desenvolvendo potencial nuclear, e que o Estreito de Ormuz não pode ficar fechado. Só não disse qual o plano da Otan. LEIA TAMBÉM Guerra entra em nova fase com ataques a instalações de energia; veja locais bombardeados e reação de Trump Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos? Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior Premiê do Catar diz que ataque do Irã a polo de gás tem 'impacto significativo' no fornecimento global de energia
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Bukele propõe prisão perpétua em El Salvador para menores assassinos ou estupradores
    Artigo Seguinte
    PT anuncia pré-candidatura de Haddad ao governo de SP

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário