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    Greve por atraso salarial paralisa linhas da Monte Cristo e afeta cerca de 25 mil passageiros em Belém

    há 3 semanas

    Funcionários da Monte Cristo paralisam atividades para cobrar melhores condições de trabalho em Belém. Reprodução Funcionários da empresa de transporte Monte Cristo realizaram uma nova paralisação nesta sexta-feira (22), em Belém, em protesto contra atrasos no pagamento de salários, férias e benefícios trabalhistas, como o ticket alimentação. A mobilização ocorre menos de um mês após a última interrupção da categoria, registrada em 29 de abril. A greve afeta cerca de 25 mil passageiros, principalmente moradores dos bairros da Pedreira, Sacramenta e do Conjunto Paraíso dos Pássaros, que dependem das linhas para se deslocar até o centro da cidade. Entre os itinerários impactados estão linhas que atendem trajetos do CDP Providência, Sacramenta — nos percursos São Brás, Humaitá e Bernal do Couto — e Pedreira Lomas, na Região Metropolitana de Belém. Os rodoviários alegam que a empresa não cumpriu um acordo de pagamento homologado na Justiça do Trabalho. Até a última atualização desta reportagem, a Viação Monte Cristo não havia se manifestado diretamente sobre as cobranças feitas pelos funcionários. O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) informou que a empresa ajuizou uma ação cautelar no dia 29 de abril. Na ocasião, a desembargadora Alda Couto determinou, em decisão liminar, que o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários mantivesse ao menos 50% da frota das linhas da empresa em funcionamento. Segundo o TRT-8, uma audiência realizada no dia 30 de abril no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas de 2º Grau (CEJUSC) resultou em uma conciliação parcial e na suspensão da greve. Já em nova audiência realizada no dia 11 de maio, foi registrado o não pagamento dos salários referentes ao mês de abril. Na quinta-feira (21), durante outra reunião no tribunal, o sindicato comunicou oficialmente o retorno da paralisação. Após a nova greve, os autos retornaram ao gabinete da desembargadora relatora, que determinou nova intimação do sindicato para garantir a circulação mínima de 50% da frota nas localidades atendidas pela empresa. A magistrada também solicitou que um oficial de Justiça registre detalhadamente a situação encontrada em frente à garagem da empresa para apuração de eventual descumprimento da decisão judicial. A multa prevista é de R$ 100 mil. Em nota enviada após questionamento da imprensa, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) informou que a paralisação ocorre em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela operadora. Segundo o sindicato patronal, o sistema de transporte público enfrenta um desequilíbrio econômico causado, entre outros fatores, pela defasagem tarifária, aumento dos custos operacionais — como diesel, manutenção, peças e despesas trabalhistas — e pela redução no número de passageiros pagantes nos últimos anos. O Setransbel informou ainda que a empresa mantém diálogo com os trabalhadores e com a entidade representativa da categoria para tentar regularizar as pendências e restabelecer integralmente a operação das linhas. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
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