Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Governo anuncia bloqueio pequeno em gastos no Orçamento de 2026, mas projeta rombo de R$ 60 bilhões em suas contas

    há 2 meses

    Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram nesta terça-feira (24) o bloqueio pequeno de R$ 1,6 bilhão, no orçamento deste ano. A informação consta no relatório de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre. Essa foi a primeira avaliação sobre o orçamento deste ano. O valor ficou bem abaixo do bloqueio estimado por analistas do mercado financeiro, que oscilava entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. ➡️A explicação é que o governo revisou sua projeção para o déficit primário em suas contas neste ano, que avançou de R$ 22,9 bilhões (quando o orçamento foi aprovado) para R$ 59,8 bilhões. ➡️Com isso, o déficit estimado para 2026 ficará próximo do limite fixado pelo arcabouço fiscal, com o abatimento de precatórios (veja mais abaixo nessa reportagem). A limitação será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública. Entre os gastos livres, estão: despesas administrativas, investimentos, verbas para universidades federais, agências reguladoras, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes e fiscalização ambiental e do trabalho escravo, entre outros. 💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser bloqueados, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros. Analistas consultados pelo g1 já haviam apontado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições. O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês. Por que os gastos foram bloqueados O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma: o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação. o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos. Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano. Meta fiscal em 2026 Além do limite para gastos da regra fiscal, o governo também tem de atingir a meta para as suas contas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões. O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,4 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais). ➡️Com isso, o governo pode ter um rombo de até este valor neste ano (R$ 63,4 bilhões) sem que a meta seja formalmente descumprida. Histórico O bloqueio de R$ 1,6 bilhão anunciado pela área econômica é menor do que o registrado em março do ano passado – no primeiro relatório de receitas e despesas do orçamento. Naquele momento, foi anunciado um bloqueio de R$ 31,3 bilhões e aumento do IOF para tentar atingir a meta fiscal. Já em 2024, o primeiro do arcabouço fiscal, foi feito um contingenciamento de R$ 2,9 bilhões. No ano anterior, 2023, ainda vigorava o chamado teto de gastos (aprovado por Temer) – pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação do ano anterior. Mas foi concedido um espaço adicional de quase R$ 170 bilhões para despesas. O teto de gastos teve início em 2017. Antes disso, os bloqueios no orçamento obedeciam à lógica das metas de superávit primário – propostas pelos governos e aprovadas pelo Congresso Nacional. Para atingi-las, os governos tinham de bloquear gastos – com base nas previsões feitas no começo de cada ano para as receitas e para as despesas. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, foi aprovado um decreto de calamidade pública e gastos extraordinários, acima de R$ 700 bilhões, foram feitos.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Nova unidade de conservação é proposta para proteger Fernando de Noronha
    Artigo Seguinte
    Justiça condena empresas a pagar R$ 500 mil à família de trabalhador morto em rodovia de SP

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário