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    Golpe do 'falso advogado': esquema ligado a presídio de MS leva ao indiciamento de 6 pessoas

    3 months ago

    Equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de MS participaram da operação. Google StreetView Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta sexta-feira (6), um esquema de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”. Parte do grupo criminoso atuava a partir de Mato Grosso do Sul, e mensagens usadas na fraude chegaram a ser enviadas por um detento de dentro de um presídio em Dourados (MS). Segundo a investigação, os criminosos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e se passavam pelo advogado responsável por um processo judicial real. Para convencer as vítimas, usavam o nome e a foto do profissional verdadeiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Durante as conversas, diziam que havia taxas ou custos urgentes a serem pagos para liberar valores ou concluir o processo. Com isso, as vítimas eram levadas a fazer transferências bancárias para contas controladas pelo grupo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em um dos casos investigados, a vítima — uma pessoa idosa — chegou a transferir dinheiro para os suspeitos. Os criminosos ainda tentaram pedir um segundo pagamento, de valor mais alto, mas a fraude foi descoberta antes da nova transferência. Esquema tinha participação de detento A investigação apontou que parte das mensagens usadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados. Isso indica que o esquema continuava sendo coordenado mesmo com um dos envolvidos cumprindo pena. Os policiais também identificaram a participação de uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com a investigação, ela teria ajudado a movimentar e esconder a origem do dinheiro obtido com as fraudes. Seis pessoas indiciadas Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de: estelionato eletrônico lavagem de dinheiro organização criminosa Somadas, as penas máximas podem chegar a 26 anos de prisão. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Decor). A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. No estado, participaram equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e das delegacias de Caarapó e Juti. Alerta à população A Polícia Civil alerta que o golpe do “falso advogado” tem atingido principalmente pessoas idosas que têm processos na Justiça. A orientação é confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, usando um telefone já conhecido, antes de fazer qualquer transferência. As autoridades também recomendam atenção a mensagens que pedem pagamentos urgentes, mesmo quando parecem vir de profissionais ou instituições conhecidas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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