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    Goiás suspende temporariamente vacina contra a dengue do Instituto Butantan

    há 5 dias

    Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue Goiás suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV, contra a dengue, seguindo decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi adotada preventivamente, até que sejam concluídas as investigações sobre as duas mortes suspeitas e os 42 casos de reações adversas severas, com sinais compatíveis com o de dengue grave. Nenhum dos casos aconteceu em Goiás. Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (9), a subsecretária de vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Fluvia Amorim, explicou que três casos graves, dos quais dois evoluíram para morte, entre mais de 500 mil doses aplicadas, significam que 0,008% das pessoas que receberam a vacina desenvolveram evento mais grave. "Isso quer dizer que é um evento raro. Mas por que para (a aplicação)? Porque é um evento inesperado". ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A vacina começou a ser aplicada no Brasil em fevereiro, apenas em profissionais de saúde que trabalhassem na atenção primária. "Em apenas três municípios brasileiros, essa vacina foi liberada para uma população mais ampliada. Goiás não tem nenhum desses municípios incluídos nesse estudo", esclareceu. Vacina contra a dengue teve aplicação suspensa temporariamente em Goiás, após decisão do Ministério da Saúde e da Anvisa Reprodução/ TV Anhanguera LEIA TAMBÉM VÍDEO: Começa a vacinação contra dengue, em Goiás Vacina contra a gripe será liberada para toda a população de Goiás Vacina reforçada contra a pneumonia estará disponível em Goiás Em Goiás, 10.672 doses da vacina contra a dengue produzidas pelo Butantan foram aplicadas, entre fevereiro e a última segunda-feira (8). Segundo Fluvia, há um caso em investigação pela SES de adversidade com o imunizante. "Essa pessoa já recebeu alta, já está em casa, está bem, mas a gente continua o processo de investigação", detalhou. A subsecretária orienta que todos os profissionais de saúde que receberam a vacina há menos de 21 dias devem procurar um serviço de saúde e informar que recebeu. "Porque nós vamos proceder todo o processo de investigação. É necessário investigarmos todos os casos de pessoas que tomaram a vacina do laboratório Butantan e que apresentaram sintomas", explicou. Entre os sintomas aos quais a pessoa que tomou a vacina deve estar atenta estão: febre; dores no corpo; dor de cabeça; prostração; náusea; vômitos. Qdenga liberada Fluvia explicou, ainda, que a outra vacina contra a dengue, autorizada pela Anvisa, a Qdenga, do laboratório japonês Takeda, segue sem alterações quanto à utilização. "É uma vacina que, hoje, já está recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos . Essa vacina deve continuar a ser utilizada. Ela não apresentou nenhum caso em investigação, nenhuma notificação que levasse à descontinuidade", afirmou. Segundo Fluvia, Goiás registrou, em 2025, 122 mortes por dengue. Por isso, a importância da imunização. "Então, (a Qdenga) pode e deve continuar a ser utilizada. A doença, sim, nos preocupa. A vacina vem para proteger", explicou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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