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    Galípolo vê risco em avanço de crédito sem garantia e alerta para endividamento das famílias

    11 hours ago

    Galípolo e Durigan comentam política monetária durante evento em São Paulo O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em meio à manutenção do endividamento das famílias em nível elevado. Segundo ele, o crescimento recente da dívida tem sido puxado principalmente por linhas usadas para consumo e despesas recorrentes. “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo durante participação no Febraban Tech. Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do BC destacou que o cenário ocorre apesar da melhora dos indicadores de renda e emprego. O desemprego estava em 5,4% em junho, enquanto a renda disponível das famílias atingiu R$ 822 bilhões em maio, segundo dados apresentados por ele no evento. Para Galípolo, o ponto de atenção está no perfil do crédito contratado. Ele diferenciou dívidas que contribuem para a formação de patrimônio, como o financiamento imobiliário, daquelas usadas para despesas que não resultam em um ativo. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. Presidente do BC comemora confiança no pix Galípolo também comemorou o alto nível de confiança no Pix e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o Pix se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Estudo do BC aponta que a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas, o equivalente a 86% da população adulta, além de 12,8 milhões de empresas.
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