Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    'Gabinete do crime': delegado e investigador são condenados por corrupção em MT

    10 hours ago

    Da esquerda para a direita: delegado Geordan Fontenelle e o investigador Marcos Paulo Angeli Reprodução A Justiça condenou o delegado de Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues, o investigador Marcos Paulo Angeli e os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza por crimes de corrupção relacionados à atuação da Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (16) pelo juiz Guilherme Leite Roriz. O g1 tenta localizar a defesa dos citados. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação começou após apurações da Corregedoria da Polícia Civil apontarem um esquema de cobrança de propina para liberar bens apreendidos e conceder benefícios a pessoas presas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp De acordo com a sentença, conversas obtidas por meio de captação ambiental autorizada pela Justiça mostram que o delegado e o investigador discutiam a divisão do dinheiro recebido, utilizando a expressão "fifty-fifty" para indicar que os valores seriam repartidos igualmente. Agora no g1 Ainda conforme a decisão, os policiais solicitaram R$ 10 mil para que um empresário preso em flagrante durante a Operação Hermes II permanecesse em um alojamento com ar-condicionado, em vez de ser encaminhado à cela comum. Em outro caso, a Justiça reconheceu que os dois cobraram R$ 9 mil para liberar um homem preso por embriaguez ao volante, além da fiança legal de R$ 1 mil. Segundo a sentença, os acusados fixaram o valor total em R$ 10 mil e dividiram entre si a quantia obtida de forma ilícita. As penas O delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 210 dias-multa. O investigador Marcos Paulo Angeli recebeu a mesma pena: 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, e 210 dias-multa. Já os empresários Romildo Queiroz de Souza e Sidney Carlos de Paula foram condenados por corrupção ativa a 2 anos e 8 meses de prisão e ao pagamento de 30 dias-multa cada. Na sentença, o juiz também determinou a perda dos cargos públicos do delegado e do investigador. Segundo o magistrado, as condutas demonstraram "incompatibilidade absoluta" com o exercício da função pública, por envolverem a comercialização de atos de ofício e benefícios a presos dentro da própria delegacia. A perda dos cargos, no entanto, só será efetivada após o trânsito em julgado da condenação, quando não houver mais possibilidade de recurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp 'Gabinete do crime' Em uma conversa, os dois investigados combinam dividir o pagamento de R$ 15 mil de propina para liberar um veículo apreendido. Veja abaixo: MARCOS: aí ele falou assim, "Ó ai vê o que que faz..... cê sabe que a gente tem que desembolsar um dinheirinho também". Falei: isso é muito bom! isso é muito bom! MARCOS: Fifty, fifty (50/50) GEORDAN: Fifty, fifty (50/50) *risos* MARCOS: pode falar pra ele? GEORDAN: quinze conto? MARCOS: É, ele falou 15 GEORDAN: é quinze! Em outra conversa, o delegado fala sobre a preocupação com a Operação Hermes, realizada em novembro de 2023 pela Policial Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) contra o garimpo ilegal na região. A operação bloqueou bens de garimpeiros. MARCOS: Eu falei, agora lascou, porque tem um monte de garimpeiro que depende disso aí também, porque garimpo é assim... os peões, tudo GEORDAN: então, a Apae recebe 1 mil e a gente 2, a delegacia MARCOS: aí, atingiu até nós, atingiu até nós, tá vendo GEORDAN: Recebe 2 mil da cooperativa GEORDAN: De onde você acha que vem o café? MARCOS: Uai! GEORDAN: Ou é tudo de graça? (risos) Delegado da Polícia Civil, Geordan Fontenelle Rodrigues, estava em estágio probatório Reprodução LEIA MAIS: Delegado e investigador são presos em operação contra esquema de corrupção passiva Delegado preso em operação contra esquema de corrupção estava em período de experiência na polícia Filho de governador de MT é investigado pela PF por ter empresas envolvidas em compra de mercúrio ilegal para extração de ouro; ele nega Carreira Geordan Fontenelle terminaria o estágio probatório – período de experiência – em novembro. Já o investigador tinha 3 anos e quatro meses na instituição. De acordo com o Portal da Transparência, o salário do delegado seria de R$ 29 mil. Operação contra corrupção A Operação Diaphthora investiga o envolvimento de policiais civis, advogados e garimpeiros em um esquema de corrupção passiva, associação criminosa, advocacia administrativa e assessoramento de segurança privada. Nesta quarta-feira (17), foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares, em Peixoto de Azevedo. Entre os crimes praticados pela associação criminosa, estão o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos, exigência de pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Gilberto Gil fará participação especial no show de Geraldo Azevedo em Salvador
    Artigo Seguinte
    Trio é preso por suspeita de extorsão sexual e lavagem de dinheiro em Valença

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário