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    Flávio ataca governo Lula e STF durante audiência sobre tarifas de Trump nos EUA

    14 hours ago

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedicou parte do discurso que fez nesta terça-feira (7), na audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, a fazer ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a governos do presidente Lula e do PT. Durante pronunciamento feito em inglês, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. Nesta terça, o pré-candidato do PL voltou a pedir o adiamento do tarifaço e disse que a medida, se imposta pela gestão Trump, pode beneficiar Lula em um ano eleitoral. Em relação a medidas de autoridades brasileiras que tiveram plataformas digitais como alvos, Flávio Bolsonaro afirmou que essas ações não tiveram origem no Legislativo, poder que integra como senador. "[As ordens] foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal e pela administração do presidente Lula. As medidas decorrem de decretos do Poder Executivo e de decisões judiciais, e não de leis aprovadas pelo parlamento", afirmou Flávio. Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores "desafios enfrentados pelo povo brasileiro". Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem "responsáveis identificáveis". E citou, como exemplos, os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. Flávio Bolsonaro disse que esses casos ocorreram em governos liderados pelo PT. O senador não mencionou, contudo, o suposto envolvimento de políticos do PL, partido ao qual é filiado, no mensalão e na Lava Jato. Também não disse que o esquema de fraudes no INSS teria começado, segundo as investigações da Polícia Federal, em 2019 – na gestão Jair Bolsonaro e continuado na atual gestão de Lula. Flávio também não citou, no pronunciamento feito na audiência nos EUA, as mensagens e reuniões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em que tratou do financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Ainda em relação a essa temática, Flávio Bolsonaro disse que o Brasil viveu quatro anos sob a presidência de Jair Bolsonaro "sem um único grande escândalo de corrupção". "A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso", afirmou Flávio. Na gestão Bolsonaro, a Polícia Federal investigou, por exemplo, um suposto esquema de desvio de verbas da educação, pelo qual um ex-ministro da Educação chegou a ser preso. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid investigou também o possível pagamento de propina a agentes públicos na negociação da compra de vacinas contra a doença causada pelo coronavírus. Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas Divulgação
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