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    Família Aguiar está desaparecida há 150 dias no RS: saiba em que fase o caso se encontra 5 meses depois

    14 hours ago

    Áudio com IA: vítimas desaparecidas no RS foram atraídas por áudio falso Cento e cinquenta dias após o desaparecimento da família Aguiar, as buscas pelos corpos seguem em andamento, mas sem novas descobertas, segundo a Polícia Civil. Enquanto isso, o processo criminal que avança na Justiça do Rio Grande do Sul está na fase de resposta à acusação por parte das defesas. De acordo com o Tribunal de Justiça do RS, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana e principal suspeito, segue preso. A atual esposa dele e o irmão, que também são réus, respondem ao processo em liberdade. 🔎 Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde 24 e 25 de janeiro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com o delegado responsável pelo caso, as diligências continuam mesmo com o inquérito policial já encerrado, em abril: "Ainda terminamos umas análises de dados, mas não surgiu nada novo ou diferente do que já havíamos apurado", comenta o delegado Anderson Spier. A polícia vê como remotas as chances de encontrar com vida os três integrantes da família Aguiar desaparecidos desde janeiro. Por isso, a investigação é tratada como um feminicídio e um duplo homicídio. Suspeitos O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. Ele responde por oito crimes: dois feminicídios (de Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (de Isail), além de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O g1 entrou em contato com o advogado Jeverson Barcellos, que era responsável pela defesa de Cristiano, mas ele comunicou que apresentou uma petição à Justiça na segunda-feira (22) informando que deixou o caso envolvendo o policial militar. Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar Renan Mattos / Agencia RBS Também são réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, acusada de participação nos homicídios e outros crimes, e o irmão de Cristiano, Wagner Domingues Francisco, que responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. A defesa de Milena não retornou a reportagem com um posicionamento e o advogado responsável por Wagner, Ricardo Breier, disse que não vai se manifestar. LEIA TAMBÉM : Ouça áudios gerados por IA que PM suspeito de matar ex-mulher usou para atrair e assassinar os pais dela Vítima chamou ex-marido PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Áudios, vídeos e geolocalização permitem reconstrução do final de semana do desaparecimento Na esfera judicial, a denúncia apresentada pelo Ministério Público já foi recebida, e os três investigados seguem como réus. Conforme o Tribunal de Justiça, o processo está atualmente no prazo de resposta à acusação, etapa em que os advogados apresentam as primeiras alegações de defesa. De acordo com a investigação policial, o crime teria sido planejado e estaria relacionado a desavenças pela guarda do filho do casal e também a questões patrimoniais. A apuração aponta que Silvana teria sido morta na própria casa e que os pais dela teriam sido atraídos ao local e assassinados posteriormente, em um esquema que incluiu tentativas de despistar as investigações. Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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