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    Exercício físico pode ajudar no cuidado de pessoas vivendo com HIV, aponta trabalho selecionado para conferência

    12 hours ago

    Estudantes de Cubatão (SP) têm pesquisa selecionada para participar da maior conferência mundial sobre Aids Arquivo Pessoal Três estudantes de medicina de Cubatão (SP) foram selecionadas para apresentar, na maior conferência internacional sobre HIV e Aids, uma proposta que usa a prática de exercícios físicos no cuidado complementar de pessoas que vivem com o vírus. O projeto surgiu em uma atividade em sala de aula e não substitui o uso de medicamentos. 🦠De acordo com o Ministério da Saúde, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. As estudantes Júlia Costa Gusmão, de 20 anos, Maria Luiza Junqueira de Lima, de 21, e Priscilla Rodrigues Gonçalves, 23, receberam o convite da Sociedade Internacional de Aids (IAS), responsável pela conferência que será realizada pela primeira vez na América do Sul. A 26ª Conferência Internacional sobre Aids acontecerá entre os dias 26 e 31 de julho, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo o Ministério da Saúde, o evento é considerado o maior encontro global dedicado à saúde pública, à ciência e aos direitos humanos relacionados ao HIV e a Aids. Agora no g1 Saiba como está a cidade brasileira que já foi conhecida como 'capital da Aids' Selecionado As jovens estão no 4° semestre do curso de medicina da Universidade São Judas Tadeu, em Cubatão. Ao g1, Maria Luiza contou que uma professora propôs que todos os alunos fizessem um projeto para inscrever na conferência. "Vimos que a maioria pensou no diagnóstico, consequências e carga viral. Então, decidimos vir com um olhar diferente, pensando no exercício físico como uma estratégia para complementar o cuidado e para abranger a pessoa como um todo, e não pensar somente na doença", explicou a jovem. Estudantes de Cubatão (SP) têm pesquisa selecionada para participar da maior conferência mundial sobre Aids Arquivo Pessoal e Reprodução/Sociedade Internacional de Aids (IAS) A proposta é usar o exercício físico como um tratamento complementar não medicamentoso para pessoas que vivem com HIV e Aids. Maria Luiza afirmou que a prática não substitui a terapia antirretroviral, mas ajuda a reduzir os impactos da doença no organismo. A estudante destacou que o vírus causa um tipo de inflamação crônica, então a atividade física entra para reduzir essa complicação e auxiliar na prevenção de alterações musculares, ósseas e metabólicas, além de contribuir para a saúde mental, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. Segundo Maria Luiza, o trabalho foi baseado na literatura científica atual sobre exercício físico e HIV, considerando impactos em qualidade de vida, composição corporal, saúde óssea, função imunológica e bem-estar psicológico. Elas também organizaram rodas de conversa e intervenção educativa. "Nós ficamos sabendo do convite por e-mail. Foi algo inesperado, mas ficamos muito felizes, realizadas e orgulhosas do projeto ter recebido a importância que ele merece. Para gente, o mais importante é saber que podemos fazer uma pequena diferença nas vidas dessas pessoas e isso já é muito gratificante", disse Maria Luiza. Participação na conferência Proposta de ação em saúde aponta que exercício físico pode ser usado como tratamento complementar para pessoas que vivem com HIV Freepik Durante a conferência, as estudantes apresentarão o trabalho na Tenda Paulo Freire, no Rio de Janeiro, entre os dias 26 a 31 de julho. Em 6 de agosto, a proposta de ação em saúde será discutida na Universidade São Judas Tadeu, em Cubatão. Como foi um convite inesperado, as estudantes buscam auxílio para os custos do transporte e locação durante o evento no Rio de Janeiro. Depois, elas pretendem continuar desenvolvendo a pesquisa. "A gente quer que esse trabalho não fique só no papel, mas que possa abrir espaço para conversas, ações e projetos que mostrem a importância do exercício físico na qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV", finalizou Maria Luiza. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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