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    EUA orientam funcionários diplomáticos a deixar Israel em meio a tensões com o Irã

    há 3 meses

    Donald Trump e aiatolá Ali Khamenei. ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / VARIOUS SOURCES / AFP Os Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira (27) a evacuação de funcionários diplomáticos não essenciais da embaixada norte-americana de Israel em Jerusalém Ocidental. Washington citou "riscos de segurança" para os autorizar a deixar o país no Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O anúncio ocorre em meio a uma escalada de tensões entre os EUA e o Irã e ameaças de um ataque militar direto feitas pelo presidente Donald Trump. Os dois países também negociam limitações ao programa nuclear iraniano, e a rodada mais recente ocorreu na quinta-feira (26) em Genebra, na Suíça. "Em 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo dos EUA e de seus familiares da Missão dos EUA em Israel devido a riscos de segurança", afirmou o Departamento de Estado em comunicado. "A situação de segurança em Israel, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, é imprevisível, e os cidadãos dos EUA são lembrados de permanecer vigilantes e tomar medidas apropriadas para aumentar sua consciência de segurança, pois incidentes, incluindo disparos de morteiros e foguetes, incursões de drones e mísseis, podem ocorrer sem aviso prévio", completou a pasta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No comunicado, os EUA não mencionam explicitamente as tensões com o Irã. Em caso de ataque norte-americano, Teerã já avisou que atacará bases militares do país pelo Oriente Médio, e Israel também poderia ser um alvo. Trump mobilizou uma ampla presença militar perto do Irã e ameaça atacar o país caso o Irã não concorde com limitar seu programa nuclear. Tanto os EUA quanto o Irã falaram em progresso nas negociações após a rodada ocorrida na quinta-feira, e o mediador Omã falou em "progresso significante". Segundo a mídia norte-americana, no entanto, os negociadores dos EUA ficaram decepcionados com o teor das propostas iranianas. Nesta sexta-feira (27), o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, pediu que os EUA evitem "exigências excessivas" para que os dois países entrem em acordo. O Departamento de Estado dos EUA alertou também seus cidadãos a não viajarem para a região norte de Israel próxima às fronteiras com o Líbano e a Síria. Na quinta-feira, o Exército israelenese realizou bombardeios contra alvos do grupo extremista libanês Hezbollah, o que pode causar retaliação.
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