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    Entenda a importância do sapo-cururu que foi atacado por cachorro e precisou de raio-x em MG

    7 hours ago

    Sapo-cururu passa por raio-X e tratamento intensivo após ataque de cão em MG Quando o sapo-cururu Naveen chegou ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), após ser atacado por um cachorro, estava inchado e apresentava sinais de comprometimento neurológico. Durante o tratamento, ele também precisou passar por exames de raio-x. Mas a história do anfíbio vai além da recuperação de um animal silvestre. O caso também chama a atenção para a importância de uma espécie que, apesar de muitas vezes provocar medo ou repulsa quando aparece em quintais e jardins, tem uma função importante na natureza. Segundo o veterinário-chefe do Hospital Veterinário da UFU, Márcio Bandarra, o sapo-cururu é um predador natural de insetos. Ao se alimentar, ele ajuda a controlar populações de mosquitos, por exemplo, e contribui para o equilíbrio dos ecossistemas. “Esses animais são fundamentais para preservar também a nossa saúde”, explicou Bandarra. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Raio-x do Sapo-cururu Reprodução/TV Integração Um ‘caçador’ de insetos Segundo Márcio Bandarra, a rotina do sapo-cururu é diferente da imagem de um animal parado em um canto do quintal. Durante a noite, ele sai em busca de alimento e pode consumir diferentes tipos de pequenos animais, principalmente insetos. Esse comportamento contribui para o controle natural das populações de insetos. Em ambientes urbanos, esses predadores podem ajudar a reduzir a quantidade de insetos próximos às residências. Entre eles estão mosquitos, pernilongos e outros animais que fazem parte da alimentação dos sapos. A relação também pode ter impacto indireto na saúde humana. Alguns mosquitos transmitem doenças, como dengue e chikungunya. Por isso, a presença de predadores naturais, como o sapo-cururu, faz parte das relações que contribuem para o equilíbrio ambiental. Sapo não precisa viver dentro da água O próprio nome “sapo” pode criar uma imagem equivocada sobre onde esses animais vivem. O sapo-cururu não passa a vida dentro da água. Ele vive em ambientes úmidos e depende da umidade para funções importantes do organismo. Foi justamente a falta de umidade que contribuiu para os problemas apresentados por Naveen. Depois de ser separado do cachorro que o atacou, Naveen passou a noite protegido e chegou ao Hospital Veterinário da UFU no dia seguinte. No local, os veterinários identificaram alterações no organismo e precisaram adaptar o ambiente para oferecer condições adequadas à espécie. “Quando a gente adaptou o ambiente para ele, acertou a umidade e tudo mais, ele começou a apresentar melhora”, contou Bandarra. Ambiente feito para Naveen Reprodução/TV Integração LEIA TAMBÉM: IFTM abre 613 vagas de graduação; confira os cursos Descoberta de nova espécie de perereca reforça importância da pesquisa e preservação do Cerrado E se aparecer um sapo no quintal? Sapo passando por exames Reprodução/TV Integração Apesar de contribuir para o equilíbrio ambiental, o sapo-cururu também exige cuidados no contato com pessoas e animais domésticos. A espécie possui glândulas na pele que produzem uma substância capaz de provocar irritação e intoxicação quando entra em contato com os olhos ou a boca. A liberação ocorre principalmente quando o animal é pressionado ou manipulado. Por isso, os veterinários orientam a não pegar o sapo com as próprias mãos. Se um sapo aparecer dentro de casa ou em um local onde possa ser atacado por cães ou gatos, o primeiro passo é afastar os animais domésticos. Em vez de tentar capturá-lo, a recomendação é procurar orientação especializada para fazer o manejo adequado. Em caso de contato acidental, é importante lavar bem as mãos com água e sabão e evitar levá-las aos olhos ou à boca. O futuro do sapo-cururu No hospital, Naveen passou por exames e recebeu tratamento. Na quarta-feira (30), ele passou por um novo raio-x e pelas últimas coletas de sangue. Segundo Bandarra, o animal apresentou melhora completa e a expectativa é de que seja devolvido à natureza em breve. A ideia é que a soltura ocorra em uma área adequada, próxima a um rio ou lagoa. O ideal é não tocar nos sapos Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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