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    Empresário, irmão e mais dois vão a júri popular por morte de Nelson Carreira Filho em Cravinhos, SP

    15 hours ago

    O empresário Nelson Francisco Carreira Filho, desaparecido depois de reunião de negócios em Cravinhos, SP Redes Sociais O empresário Marlon Couto Paula Júnior e mais três pessoas, entre elas o irmão dele, vão a júri popular pela morte de Nelson Carreira Filho, em Cravinhos (SP). Segundo a investigação, a vítima, de 43 anos, foi morta em maio de 2025 com um tiro na nuca por causa de desavenças comerciais envolvendo um negócio. A data do julgamento ainda não foi marcada. Marlon Júnior é considerado foragido da Justiça desde o crime. Quem será julgado e por qual acusação, segundo o Ministério Público: Marlon Couto Paula Júnior (empresário, mentor do crime): atraiu a vítima para uma reunião na empresa dele e atirou na cabeça dela. Programou uma dedetização no prédio para o dia do crime, com a intenção de dispensar os funcionários e esvaziar o local. Após matar Nelson, falou com a esposa dele fingindo ser ele. Acompanhou o transporte do corpo até um rancho em Miguelópolis (SP). Ele é acusado de homicídio qualificado (por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, fraude processual e falsidade ideológica. Tadeu de Almeida Silva (sócio de Marlon): testemunhou o tiro na vítima e ajudou Marlon Júnior na limpeza imediata da empresa após o crime e a colocar o corpo em lonas. Dirigiu o carro da vítima até São Paulo (SP), onde ela morava, para abandonar o veículo e simular um desaparecimento. Ele é acusado de homicídio qualificado (por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação de cadáver e fraude processual. Felippe Miranda (transporte e descarte do corpo): foi chamado de Minas Gerais e conduziu uma caminhonete com o corpo da vítima até um rancho em Miguelópolis. Amarrou Nelson a barras de ferro e concreto e o lançou no Rio Grande para que afundasse. Ele responde por ocultação de cadáver e fraude processual. Murilo Couto Paula (irmão de Marlon): responsável pela troca de veículos com Marlon Júnior em uma rodovia, próximo a Orlândia (SP), para dificultar o rastreamento dos carros utilizados na data do crime. Ele também acompanhou a dedetização para limpar a empresa onde a vítima morreu. Responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A Justiça não encontrou provas suficientes contra a esposa de Marlon Júnior, Marcela Silva de Almeida, e os pais dele, Marlon Couto Paula e Lilian Patrícia Gonçalves Paula. Por esse motivo, eles não serão julgados. Marcela tinha sido denunciada por fraude processual e o casal por favorecimento pessoal. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O empresário Marlon Couto teve a prisão decretada pela Justiça por suspeita da morte do empresário Nelson Francisco Carreira Filho, em Cravinhos, SP Arquivo pessoal A defesa de Tadeu disse que vai recorrer da decisão porque não existe prova de que ele planejou o crime. Ele responde em liberdade. Já a defesa dos irmãos e de Felippe informou que já recorreu sobre o júri popular. Desavença comercial Nelson morava na capital paulista e desapareceu no dia 16 de maio de 2025 após participar de uma reunião de negócios em Cravinhos. As investigações indicam que o crime foi motivado por desavenças comerciais. Nelson tinha reclamado sobre o uso indevido de produtos de uma marca que ele tinha patenteado e que estavam em uma página de comércio eletrônico administrada por Marlon Couto, parceiro de negócios dele. Segundo a investigação, o empresário paulistano teria cobrado R$ 100 mil do parceiro comercial. "Houve uma desavença entre ambos, pois Nelson, seria o dono da marca 'Bariatric Gold' que Marlon estaria usando indevidamente no comércio eletrônico. Para tentar solucionar a questão, Nelson exigia o pagamento de uma quantia mensal para que ele não derrubasse a página em que o suplemento era vendido", disse o sócio Tadeu Almeida à Polícia Civil, no interrogatório. O carro do empresário Nelson Francisco Carreira Filho foi achado na zona Norte de São Paulo, SP Divulgação As autoridades também indicaram que, depois de ser morto a tiros, Nelson foi enrolado em lonas e jogado em um rio. O corpo dele, no entanto, nunca foi encontrado. Tadeu Almeida se entregou à polícia duas semanas depois do desaparecimento de Nelson, investigado por ajudar o sócio a enrolar o corpo do empresário em lonas antes de ser jogado no rio. Segundo o delegado Heitor Moreira, no dia do crime, Tadeu agendou uma dedetização na empresa onde estava marcada a reunião com a vítima e todos os funcionários foram dispensados. Por conta disso, a polícia acredita que ele tenha ajudado a planejar o crime. Em depoimento, o sócio afirmou que ajudou a ocultar o corpo de Nelson e que levou o carro do empresário até São Paulo. O veículo foi achado abandonado em uma rua da zona Norte da capital. À polícia, Tadeu revelou que, após matar Nelson com um tiro, Marlon Júnior colocou o corpo em uma caminhonete e o levou até um rancho em Miguelópolis para jogá-lo no rio. Durante a perícia realizada no prédio em Cravinhos, vestígios de sangue foram encontrados com ajuda do luminol. Felippe Miranda, apontado como o responsável por ajudar Marlon a jogar Nelson no rio, foi preso em Uberlândia (MG) no dia 5 de junho, mas liberado um mês depois. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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