Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Embaixadores de Líbano e Israel se reúnem nos EUA para discutir cessar-fogo; encontro é o 1º em décadas

    2 months ago

    Vídeos mostram bombardeios de Israel em Beirute e Tiro, no Líbano, em meio a cessar-fogo A reunião entre embaixadores do Líbano e de Israel sobre um possível cessar-fogo entre os países começou nesta terça-feira (14), no Departamento de Estado dos EUA, em Washington. Essa é a primeira vez em décadas que enviados dos dois países se encontrarão pessoalmente para conversas diretas. O Secretário de Estado Marco Rubio chegou na reunião com o Embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, e com a Embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamden Moawad, segundo a Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, Michael Needham, o Embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o Embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, a Embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, e o Embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter. Oliver Contreras/AFP O encontro entre representantes dos dois países foi anunciado na sexta-feira (10), após uma conversa entre os embaixadores por telefone. Nesta terça-feira (14), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou esperança de que as conversas desta terça-feira "levem ao fim do sofrimento do povo libanês". Ele também destacou que "a estabilidade não retornará ao sul se Israel continuar a ocupar suas terras". "A única solução reside no reposicionamento do exército libanês até à fronteira internacionalmente reconhecida, sendo assim o único responsável pela segurança da área e pela proteção dos seus residentes, sem a participação de qualquer outra parte", acrescentou Aoun. O conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo terrorista libanês aliado ao Irã, é um desdobramento da guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Os ataques israelenses no país vizinho já mataram pelo menos 2 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O fim do conflito no Líbano é um dos pontos centrais na discussão de um cessar-fogo entre Washington, Tel Aviv e Teerã (veja mais abaixo). Israel se recusa a negociar com Hezbollah, que chama encontro de 'inútil' Diferentemente do governo libanês, que expressa disposição para iniciar negociações com Israel, o Hezbollah se opõe às tratativas. Em um discurso televisionado nesta segunda-feira (13), o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, pediu para o governo libanês cancelar a reunião desta terça, descrevendo-a como "inútil" e afirmando que seu grupo continuaria a confrontar os ataques israelenses ao Líbano. Uma autoridade de alto escalão do Hezbollah afirmou à agência de notícias Associated Press nesta terça que o grupo não acatará nenhum eventual acordo nas negociações entre Líbano e Israel. Na semana passada, a embaixada de Israel em Washington afirmou que as conversas constituiriam o início de "negociações formais de paz" e que o país se recusa a discutir um cessar-fogo com o Hezbollah. Na quinta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que tinha instruído seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível". "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", disse Netanyahu em comunicado. O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Confronto entre Israel e Hezbollah continua Homem observa prédio alvo de ataque israelense em Tallet El Khayat, em Beirute, no Líbano, no dia 9 de abril de 2026 Raghed Waked/Reuters Nesta segunda-feira (13), Israel atacou Bint Jbeil, importante cidade no sul do Líbano controlada pelo Hezbollah. Fontes libanesas afirmaram à Reuters que o grupo está disposto a lutar até a morte, citando a importância estratégica e simbólica da cidade. Um oficial militar israelense afirmou que o controle operacional total de Bint Jbeil deve ser alcançado em poucos dias e que apenas um pequeno número de combatentes permanece na área. Também nesta segunda, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que houve um ataque a um centro da Cruz Vermelha em Tiro, no sul do Líbano. A agência estatal libanesa disse que uma pessoa morreu, mas não identificou a vítima. O exército israelense afirmou ter realizado um ataque contra um "terrorista do Hezbollah" em Tiro e está investigando relatos de que o ataque teria causado danos a um centro da Cruz Vermelha. As Forças Armadas de Israel informaram também que um foguete do Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, no norte do país. O Corpo de Bombeiros disse que o foguete atingiu um prédio residencial de três andares, enquanto o serviço de ambulâncias afirmou que uma mulher sofreu ferimentos leves causados ​​por estilhaços de vidro na explosão, segundo a Reuters. Os ataques acontecem poucos dias após Israel realizar, na quinta-feira (9), o "maior e mais letal" bombardeio contra o Líbano desde a retomada da guerra contra o Hezbollah. Os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades libanesas. Inclusão do Líbano é um dos principais impasses do cessar-fogo no Oriente Médio Fotos mostram estragos de bombardeios coordenados feitos por Israel contra o Líbano em 8 de abril de 2026. Reuters Os ataques entre Israel e Hezbollah continuam mesmo após os EUA e o Irã anunciarem na terça-feira (7) um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, que envolve EUA, Israel e Irã. A inclusão do Líbano é um dos maiores impasses do acordo. EUA e Israel afirmam que o país não está incluso por conta do grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo, e foi defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, o Paquistão, que atua como mediador, e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período de cessar-fogo. O Irã, inclusive, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país "pagará caro" e será "punido" se prosseguir com os ataques.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Motociclistas por aplicativo protestam em Rio Branco contra PL que regulamenta corridas
    Artigo Seguinte
    Prevenção de riscos deixa de ser custo para virar estratégia de gestão moderna

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário