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    Eduardo Leite diz que apoia Caiado, mas impõe limites: 'continuarei me opondo à anistia'

    2 months ago

    Eduardo Leite: me mantenho crítico à anistia O governador do RS, Eduardo Leite (PSD) disse que apoia o pré-candidato à Presidência do seu partido, Ronaldo Caiado (PSD-GO), e disse que vai caminhar ao seu lado em 2026, mas o apoio está longe de ser incondicional. Ao "Mais", o gaúcho revelou que a adesão é crítica e foi selada com a entrega de uma carta pessoal a Caiado. No documento, Leite estabelece uma barreira intransponível: o veto à anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Para Leite, a pacificação pregada por Caiado não pode se confundir com impunidade. "Dentro do espectro das candidaturas que estão postas aí, me parece com muita clareza que a do governador Caiado é aquela que tem, de um lado, a habilidade e a capacidade de gestão que já demonstrou no governo de Goiás e também a habilidade política de quem tem uma jornada como deputado, senador e agora também como governador, que os outros não têm." "A anistia interrompe a conversa com uma parte importante da população", disse o governador. "As diferenças que tenhamos não nos impedem de conversar, de dialogar e até de construir um caminho conjunto, um caminho comum, desde que a gente esteja também amparado em valores", afirmou Leite. Leite afirmou que, embora aceite debater a dosimetria das penas, o perdão total é um erro que "deixa uma doença" na democracia. O gesto de Leite tenta equilibrar o xadrez da oposição: reconhece em Caiado um gestor experiente e democrata, mas sinaliza que não aceitará um deslizamento da candidatura em direção ao radicalismo para atrair o eleitorado bolsonarista. Além da articulação eleitoral, Leite fez uma análise sobre o porquê de o centro político continuar patinando. Ao explicar a dificuldade de furar a polarização, o governador recorreu a uma analogia com as canetas emagrecedoras: o eleitor hoje busca o efeito Ozempic também na política. Segundo Leite, em um mundo de incertezas geradas pela Inteligência Artificial e crises econômicas, a população passou a rejeitar soluções complexas que exigem tempo e esforço. "As pessoas não querem o caminho de dormir bem, se exercitar e ter dieta saudável; elas querem o remédio que resolve tudo rápido", comparou. Para ele, o populismo — tanto à direita quanto à esquerda — prospera justamente ao oferecer esse atalho, focando em apontar culpados em vez de enfrentar a dura realidade de soluções que não são imediatas. "PSD fez uma escolha e eu respeito", diz Eduardo Leite sobre candidatura do partido
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