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    Dias após acusar China de interferir nas eleições de 2020, Trump confirma visita de Xi Jinping em setembro

    10 hours ago

    CHINA E AMÉRICA DO SUL O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que presidente chinês, Xi Jinping, deve ir à Washington em uma viagem diplomática em 24 de setembro. A confirmação do encontro, que deve ser focado no desenvolvimento conjunto da inteligência artificial, acontece uma semana após o americano acusar a China de interferência nas eleições de 2020 (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vai ser o terceiro encontro entre os líderes em menos de um ano. Em maio, o republicano foi recebido em Pequim para dicutir questões comerciais. Em outubro de 2025, os dois se encontraram na Coreia do Sul para pausar uma guerra comercial marcada por tarifas cruzadas. A próxima reunião bilateral deve dar continuidade ao encontro de maio, em que a China e os Estados Unidos sinalizaram interesse em ampliar a cooperação em áreas que vão do comércio ao turismo. Os dois países traçaram uma agenda para direcionar a relação bilateral pelos próximos três anos. Na ocasião, Xi afirmou que vai abrir ainda mais as portas para empresas americanas, no contexto de uma abertura econômica do país. Trump, por sua vez, anunciou que a China concordou em comprar aviões americanos e disse que os dois países terão um “futuro fantástico”, com relações cada vez melhores. Interferência eleitoral Na quinta-feira passada (16), Trump alegou que a China interferiu nas eleições americanas de 2020, em que ele perdeu para o candidato democrata Joe Biden. As falas do americano atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas em 2020 já vem de longa data. Foi sob esse argumento que seus apoiadores invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais. LEIA TAMBÉM Secretário de Trump acusa China de estar sendo 'cooperativa' com Irã Acusações falsas sobre fraude eleitoral e Venezuela reaparecem em discurso de Trump Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas O republicano disse que solicitaria uma investigação sobre a China a seu diretor do FBI, Kash Patel, e acusou funcionários da própria inteligência americana de acobertar as supostas evidências de fraude. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que as alegações não têm fundamento e reiterou que o país segue uma política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações. "A acusação dos Estados Unidos não tem base factual", disse a chancelaria chinesa. O governo de Pequim também declarou que "não tem interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos" e destacou que adota o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países. Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, na China Jornal Nacional/ Reprodução
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