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    Descontos indevidos no INSS: PF prende Carlos Lopes, presidente de associação foragido

    há 23 horas

    O então presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, fala à CPMI do INSS no dia 29 de setembro de 2025 Carlos Moura/Agência Senado A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite dessa quarta-feira (12), o presidente da Conafer, Carlos Lopes, que foi indiciado em julho no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação mira um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 🔎A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) é apontada pela PF como peça central em um esquema de filiações falsas e cobranças não autorizadas de beneficiários do INSS, movimentando milhões de forma irregular. Segundo a PF, Carlos Lopes estava foragido desde novembro do ano passado. Ele se apresentou na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, e "será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe". Agora no g1 Conafer foi alvo de inquérito No mês passado, a PF concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto, quando foram indiciadas, ao todo, 48 pessoas. Entre elas estão o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca. Na mesma ocasião, Carlos Roberto Ferreira Lopes foi indiciado. Ele é presidente da Conafer, instituição que foi o principal alvo do inquérito, e estava foragido desde novembro do ano passado, quando foi expedido um mandado de prisão contra ele. 🔎Em 17 de novembro, ele foi alvo de um mandado de prisão, mas ele não foi encontrado para que a prisão fosse cumprida. Portanto, foi considerado foragido. A Conafer, no entanto, publicou uma nota na época, na qual negou que ele teria fugido. Afirmou que o presidente da instituição estava "em viagem em área de difícil acesso e com limitação de comunicação" e que estaria em processo de retorno. Nesta quarta, ele se entregou à PF. No pedido de indiciamento, a PF defendeu que ele responda por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada. O relatório final da PF foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Fraudes no INSS De acordo com as investigações, o esquema de fraudes consistia em descontar de aposentados e pensionistas do INSS valores mensais, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A investigação começou em 2023 na Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a PF foi acionada. Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com os investigadores. - Esta reportagem está em atualização.
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