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    Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor

    7 hours ago

    Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor Você já viu algum vídeo de político e ficou na dúvida se era ele mesmo? Nos últimos anos, cresceu o uso de deepfakes - uma manipulação sofisticada da imagem ou da voz de alguém feita com inteligência artificial. O rosto de uma pessoa pode ser trocado pelo de outra, ou a voz pode ser alterada para fazer parecer que ela disse algo que nunca disse. VEJA TAMBÉM 50 vídeos para entender as eleições de 2026 Essas manipulações também podem ser feitas apenas em áudio e, com o avanço da tecnologia, algumas já podem ocorrer até em tempo real. E por que isso preocupa nas eleições? Além do risco de levar o eleitor a acreditar em um conteúdo falso, especialistas alertam para outro efeito: a disseminação de deepfakes pode aumentar a desconfiança sobre imagens e áudios verdadeiros. Perto da votação, há ainda o risco de um conteúdo falso se espalhar sem que haja tempo suficiente para desmenti-lo antes de o eleitor ir às urnas. ❌O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de deepfakes na propaganda eleitoral desde as eleições municipais de 2024. Neste ano, o tribunal foi além e também estabeleceu restrições para a reta final da eleição: nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação, não podem ser publicados nem impulsionados novos conteúdos feitos ou alterados com IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas. E quem compartilha um deepfake? Segundo especialistas, o simples compartilhamento não significa que o eleitor será automaticamente responsabilizado. Se o conteúdo for considerado irregular, a Justiça Eleitoral pode determinar sua retirada e apurar quem o produziu e como ele foi disseminado. Caso fique demonstrado que uma pessoa agiu intencionalmente para espalhar desinformação ou usar IA de forma fraudulenta, ela pode ser responsabilizada. 📍Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores. Arte g1
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