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    De 'cadernos de erros' a provas antigas: as estratégias para estudar no último mês antes da maratona de vestibulares

    6 hours ago

    Quais são os temas mais comuns no Enem? 📚​Resumos, cadernos de erros, provas antigas... há 37 dias da primeira fase do vestibular da Unicamp e 58 para o início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), qual estratégia de estudo os candidatos devem priorizar na reta final da preparação? Para ajudar com a resposta, o g1 conversou com o diretor do cursinho Oficina do Estudante, Lucas Zilig, em Campinas. A resposta direta é: cada aluno tem uma dinâmica de aprendizado diferente. Mas, apesar das particularidades de cada estudante, o diretor destaca algumas estratégias que costumam trazer melhores resultados neste período. Confira abaixo. 📝 Fazer provas antigas De cadernos de erros à realização de provas antigas: saiba qual a melhor maneira de estudar para o vestibular nesta reta final Ricardo Custódio/EPTV "Por mais que algumas coisas sejam muito comuns, a gente tem que entender qual é o melhor tipo de estudo para aquele aluno", resumiu. Feita a ressalva, Zilig indica que resolver provas antigas é a principal recomendação para a reta final. Segundo ele, a prática ajuda o estudante a se familiarizar com o modelo do exame, identificar os conteúdos mais cobrados e reconhecer padrões recorrentes. "Quando você faz provas antigas, já está treinando aquele tipo de prova, os conteúdos que mais aparecem naquela prova. Então, a minha dica para essa reta final é: peguem provas antigas, refaçam e observem as tendências que aparecem. Assim, você vai se aproximar mais daquele modelo de prova e vai se sentir mais confiante na hora de fazer," explica. 📖 Montar um caderno de erros A segunda estratégia é o caderno de erros. Na prática, significa que o estudante deve analisar os erros e identificar quais disciplinas apresentam mais dificuldades após resolver simulados ou provas anteriores. O diretor aponta que a orientação é refazer e estudar cada questão errada para compreender o conteúdo e evitar repetir os mesmos equívocos. 📌 Uso objetivo de resumos Lucas afirma que os resumos podem ajudar no aprendizado, mas alerta para o risco de gastar tempo excessivo com estética e organização. "O resumo ajuda bastante, só que a gente tem que tomar muito cuidado para não se perder no resumo. Tem aluno que faz os títulos de lettering, e é lindo, ok, mas você está num ano que você não tem tempo, é um ano de vestibular. Então, a gente tem que gastar tempo com o que realmente importa", comentou. 👩‍🏫 Continuar assistindo às aulas O diretor recomenda que os alunos mantenham a frequência nas aulas, mesmo diante do cansaço comum desta fase do ano. Segundo ele, além da teoria, os professores costumam relacionar os conteúdos com temas atuais, o que pode aumentar as chances de o estudante encontrar assuntos semelhantes nas provas. "Quando você assiste às aulas, por mais cansado que esteja, você pode pegar coisas que estão relacionadas com a matéria, mas que aconteceram esse ano. Então, o professor sempre retoma coisas. Por exemplo, surgiu um tratamento novo sobre câncer. Vai comentar, entende?", explicou. "Então, o aluno que perde essas aulas perde não só o conteúdo técnico, mas a relação desse conteúdo com a atualidade, que é o mais propício de aparecer nas provas", contextualizou Zilig. 💻 Uso consciente de Inteligência Artificial Para o educador, ferramentas de inteligência artificial podem ser úteis na organização da rotina de estudos e na busca por informações complementares nesta reta final, mas a orientação dele é evitar buscar definições e conceitos por que as plataformas podem errar. "Quando você escreve uma resposta dissertativa, que geralmente são as segundas fases dos vestibulares, você precisa ter uma construção dessa resposta. Essa resposta tem que ter um início, meio e fim, coerência e coesão. E, muitas vezes, uma IA não vai ter a acuidade necessária para fazer isso igual a um professor", explica. Segundo Lucas, a inteligência artificial pode auxiliar na identificação de padrões e erros, mas não substitui a orientação de professores nem o desenvolvimento da capacidade de argumentação e escrita dos estudantes. "Então, sim, nós podemos usar a IA, portanto que a IA não substitua a capacidade do aluno de criar, de escrever e de dissertar", finaliza. *Estagiária sob supervisão de Yasmin Castro. Agora no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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