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    Cura após diagnóstico de 6 meses de vida e abandono das muletas: veja relatos de milagres do padre Donizetti no interior de SP

    há 9 horas

    Cura após diagnóstico de 6 meses de vida: veja relatos de milagres do padre Donizetti A cura após um diagnóstico de 6 meses de vida durante uma gestação considerada de risco e o abandono das muletas: a série '100 anos de Devoção', da EPTV, afiliada da TV Globo, mostra o relato de dois devotos do Padre Donizete Tavares de Lima, de Vargem Grande do Sul (SP) e São Carlos, que foram curados após intercessão do religioso. Junho de 2026 marca um centenário histórico para os devotos do padre Donizetti. Há 100 anos, em junho de 1926, ele chegava ao município de Tambaú (SP) para assumir como pároco da Igreja Santo Antônio — marco inicial de uma trajetória repleta de fé, fenômenos inexplicáveis, curas impossíveis e forte apelo social. Para celebrar a data, a cidade realiza uma semana de comemorações que se encerra no próximo domingo (21), com a 50ª edição da Marcha da Fé. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Um dos 16 filhos da professora Francisca e do advogado Tristão, Donizetti nasceu em Cássia (MG) e ficou conhecido pela trajetória cercada de relatos milagrosos em Tambaú. Ele foi beatificado em 2019, após o Papa Francisco reconhecer o milagre que curou os pés tortos de Bruno Henrique Arruda de Oliveira. Para ser canonizado, é necessário o reconhecimento de mais um milagre do beato. LEIA TAMBÉM: Do travesseiro de tijolo ao mistério da água em túmulo: veja trajetória do padre Donizetti no interior de SP Curas impossíveis Grávida de 3 meses, Cristiane recebeu diagnóstico de uma doença autoimune rara e que só teria 6 meses de vida EPTV/Reprodução A ginecologista obstetra Cristiane Coracini Morandin, de Vargem Grande do Sul (SP), estava grávida de três meses, quando recebeu o diagnóstico de uma doença autoimune rara. "Para todo mundo é difícil ter um diagnóstico, mas, [ainda mais] para mim, médica obstetra, sabendo de toda a gravidade do caso. A esclerose sistêmica é uma doença autoimune rara, progressiva, muito grave e o tratamento da doença não era compatível com a vida do feto, provavelmente levaria ao óbito", contou. O pai da Cristiane, José Luiz Morandin, estava com a filha no momento em que o médico disse que ela poderia morrer em seis meses. "É impactante". "O mundo cai na tua cabeça, o chão sai dos pés", disse Isabel Cristina Coracini Morandin, mãe da Cristiane. Se continuasse com a gravidez, a doença, que possui caráter progressivo e evolução rápida, teria chance de evoluir mal. "Foi muito difícil porque, de um lado eu tinha um bebê de três meses, um feto de três meses que não tinha nada, e do outro um filho de quatro anos. E como é que eu ficava com isso? Mas eu decidi que eu ia continuar, que eu ia levar essa gestação adiante". Cristiane afirmou que uma tia de Tambaú deu uma água, guardada da época que o padre Donizetti era vivo, para a ginecologista tomar. "Eu tomei e aquilo me encheu de uma coragem que ia dar tudo certo". Ela conseguiu levar a gravidez até o final, mas, dois meses após o parto, a doença piorou. "Ela veio que nem um furacão e aí, em uma semana, eu já senti minhas mãos todas endurecidas, em garra, úlcera em todas as pontas dos dedos. Eu senti uma fadiga muito grande, já iniciei um quadro de fibrose pulmonar, então a doença começou a mostrar a que veio, muito rápido, então a cada dia eu já acordava pior", contou. Cristiane contou que o pai, em um gesto de desespero, fez uma caminhada até Tambaú, prometendo que se ela melhorasse, iria com ele. "Como eu sempre rezava e pedia para o padre Donizetti, nas conversas que eu tinha com ele, de pensamento, na verdade, porque a interação é com o pensamento, é para que ele mostrasse caminhos, aumentasse a minha fé e mostrasse caminhos. E os caminhos para a Cristiane foram aparecendo", afirmou José. Cercados por borboletas Em ida para Tambaú, Cristiane e o pai foram cercados por borboletas brancas EPTV/Reprodução A ginecologista iniciou os tratamentos e resolveu ir, com o pai, de Vargem Grande do Sul até Tambaú. No entanto, 15 quilômetros antes da chegada, foram surpreendidos com a presença de milhares de borboletas. "Não se sabe quantas, todas brancas, nos envolveram e nós permanecemos caminhando de 100 a 150 metros. Eram borboletas, tipo assim, 10 metros ao nosso redor, mas muitas. E, ao final de uns 150 metros, nós nos demos conta que não tínhamos filmado, fotografado, nem nada", disse o pai dela. "E foi uma sensação assim de uma profunda paz, de uma profunda certeza que dali para frente as coisas iriam mudar e mudaram. E realmente eu renasci, eu falo que as borboletas para mim foi o padre Donizete e foi uma grande transformação mesmo", relembrou Cristiane. Abandonou as muletas Contador tinha uma perna 5 centímetros menor que a outra, mas abandonou o uso das muletas após intercessão do padre Donizetti EPTV/Reprodução O contador de São Carlos, João Vagner Luzzi, contou que a mãe e o pai perceberam que ele tinha uma perna cerca de cinco centímetros menor que a outra. Com poucos recursos na cidade, ele procurou atendimento em um hospital de Campinas, onde teve a perna direita engessada. "A minha mãe soube, não sei por quem, não sei se alguém falou, que o padre Donizetti Tavares de Lima fazia milagre e tudo. E a gente foi para Tambaú e tinha caravanas que iam, eu não fui sozinho num carro", relembrou. Ele afirmou que tinha muita gente, mas que, depois de muito tempo aguardando na filha, chegou a vez do contador. "Uma distância de uns dois metros com a imagem dele, um senhor alemão, bem alto, grande e forte. Ele falou 'ô filho, vem embora, joga fora essa muleta, joga fora'". João obedeceu e abandonou as muletas. "Eu me sinto muito privilegiado por causa disso. Eu tenho a imagem dele na minha cabeça, na minha retina. [...] Estou perfeito, graças a Deus". Padre Donizetti e o filho de Cristiane, que nasceu após a gestação ser dada como impossível por causa do diagnóstico da doença autoimune rara EPTV/Reprodução Nove anos sem remédios Cristiane está há nove anos sem usar nenhuma medicação, e disse que é uma pessoa diferente do que era. "[Sou] uma pessoa grata, não tenho nenhuma fadiga, não tenho falta de ar, tenho uma vida normal usando as minhas mãos para a profissão que eu tanto amo, que eu escolhi para a minha vida". "E eu tenho certeza que foi Deus, foi o padre Donizetti que me guiou a, inclusive, encontrar caminhos na medicina e pudesse ajudar tantas pessoas que enfrentam esse tipo de diagnóstico a viverem melhor, apesar de uma doença que não tem cura", finalizou. O Milagre da Beatificação O milagre que validou a beatificação do padre Donizetti foi o do menino Bruno Henrique Arruda de Oliveira EPTV/Reprodução Embora existam registros históricos famosos em vida — como o caso do menino "Braguinha", que voltou a andar e jogar bola após retirar próteses de ferro —, o milagre que validou a beatificação foi o do menino Bruno Henrique Arruda de Oliveira. Bruno nasceu com uma deformidade congênita grave nos dois pés. Em maio de 2006, sua mãe pediu a intercessão do Padre Donizete e, em setembro do mesmo ano, a deformidade desapareceu. A cura inexplicável foi constatada por um médico em 2007, reconhecida oficialmente pelo Papa Francisco em abril de 2019 e culminou na cerimônia de beatificação em novembro de 2019. O legado de Padre Donizete mistura-se com a história da cidade de Tambaú, sintetizado por sua frase mais célebre: "Para aquele que crê, nenhuma explicação é necessária. Para aquele que não crê, nenhuma explicação é suficiente." ASSISTA AS REPORTAGENS COMPLETAS DO EPTV 1: Fiéis celebram 100 anos de devoção a Padre Donizetti e aguardam canonização Relatos de graças e milagres mantêm viva a devoção a Padre Donizetti após 100 anos REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
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