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    Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia

    há 2 meses

    Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8). A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8,5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra. "O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE. "É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estreito reabre após cessar-fogo Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder. A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta. Por volta das 9h15, os preços futuros do Brent caíam 16,43%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 20%, para US$ 92,30 o barril. Apesar do cessar-fogo temporário, o fim da guerra ainda depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos, gerando incerteza sobre possíveis consequências do conflito.
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