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    'Cooptação integral do estado do RJ', troca de secretário e encontro em NY: PF detalha ação de Castro para favorecer Refit

    1 month ago

    Moraes retira sigilo de operação sobre Cláudio Castro O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), atuou, quando estava no cargo, para favorecer o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A decisão judicial que embasou a operação desta sexta-feira (15) da Polícia Federal cita as investigações para dizer que houve uma "cooptação integral do estado do Rio de Janeiro" para atender a interesses privados. LEIA TAMBÉM: Castro estava com a mulher e filhos quando a PF chegou; celular e tablet foram apreendidos A decisão, assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, detalha ainda que esses interesses guiaram Castro para promover a troca de pelo menos um secretário estadual e do procurador-geral do estado e intervir para derrubar interdições federais na refinaria. Ex-governador do Rio de Janeiro Claúdio Castro (PL) Divulgação/Governo do RJ É descrito ainda no documento um encontro em Nova York, nos Estados Unidos, em que Claudio Castro sentou-se à mesa com Ricardo Magro, dono da Refit e um dos maiores sonegadores de imposto do Brasil, que também é alvo da operação desta sexta-feira. "Cooptação integral do estado" A decisão de Moraes cita parte dos achados dos investigadores, em que eles narram uma "cooptação integral do estado do Rio de Janeiro pela Refit". Trecho da decisão de Alexandre de Moraes na Operação Sem Refino desta sexta-feira (15) Reprodução Cláudio Castro direcionou esforços de órgãos públicos estaduais como a Secretaria da Fazenda, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Procuradoria-Geral do Estado e a Polícia Civil em prol da Refit, aponta a decisão judicial. Trecho da decisão de Alexandre de Moraes na Operação Sem Refino desta sexta-feira (15) Reprodução A decisão detalha que uma manifestação da PGE foi "encomendada pelo governador Cláudio Castro" para defender que a Refit voltasse a operar após ter sofrido interdições federais. As atividades da refinaria tinham sido interrompidas em setembro de 2025 pela Operação Cadeia de Carbono. Trecho da decisão de Alexandre de Moraes na Operação Sem Refino desta sexta-feira (15) Reprodução O procurador-geral do estado que assina a manifestação que beneficiaria a Refit era Renan Miguel Saad. Ele substituiu, por determinação de Castro, Bruno Teixeira Dubeux. Troca do secretário da Fazenda O ex-PGE Dubeax, que é citado pelos investigadores como alguém que resistia à pressão da Refit, foi apenas um dos agentes do governo estadual trocados por Castro. A apuração da PF aponta que a nomeação de Juliano Pasqual como secretário de Fazenda, em substituição a Leonardo Lobo, também obedeceu a interesses da Refit. Lobo, de acordo com a investigação, se insurgiu contra o esquema da refinaria. A substituição se deu em janeiro de 2025. Trecho da decisão de Alexandre de Moraes na Operação Sem Refino desta sexta-feira (15) Reprodução Viagem a Nova York O documento cita uma viagem que Castro fez a Nova York para um evento patrocinado pela Refit. O então governador levou secretários de estado junto consigo, e a comitiva sentou-se à mesa com Ricardo Magro, dono da refinaria. O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Daniel Maia, também participou do encontro. Trecho da decisão de Alexandre de Moraes na Operação Sem Refino desta sexta-feira (15) Reprodução
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