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    Contadores suspeitos de desviar R$ 55 milhões pagavam para usar nome e rosto de 'laranja', aponta decisão

    há 14 horas

    Esquema de fraudes no agro é investigado; contador do grupo está foragido Investigações apontam que contadores investigados na Operação El Dourado pagavam R$ 2 mil mensais para usar o nome de terceiros como "laranjas". As contas bancárias abertas para as fraudes eram controladas diretamente pelos suspeitos, que recorriam a essas pessoas semanalmente para realizar o reconhecimento facial em transferências ou pagamentos milionários. Os contadores são investigados em um suposto esquema milionário no setor do agronegócio. A polícia investiga sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, que teriam causado um prejuízo superior a R$ 55 milhões aos cofres públicos. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os investigados que supostamente lidavam diretamente com os laranjas são Paulo César Maciel dos Santos, apontado como o líder do grupo, e Ítalo Paz Koche, que foi indicado como gerente geral do escritório de contabilidade. Paulo César é considerado foragido. Ítalo Paz foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (23). O g1 não conseguiu contato com a defesa deles até a última atualização desta reportagem. Polícia Civil apreende notebooks e celulares durante Operação El Dourado Divulgação/PCTO Conforme a apuração da polícia, Ítalo é quem gerencia o escritório na ausência de Paulo César. O contador só foi descoberto após a primeira fase da Operação El Dourado, realizada em março de 2026. Na última terça-feira, a Polícia Civil cumpriu um mandado na casa de Ítalo, em Palmas. Foram apreendidos notebooks, aparelhos celulares, carimbos com nomes dos investigados, além de duas porções de substância análoga à maconha, prontas para consumo. LEIA TAMBÉM Grupo que simulava negociações milionárias no agronegócio pode ter causado prejuízo de R$ 55 milhões no Tocantins Contador é alvo de operação que apura desvio R$ 55 milhões aos cofres públicos Uso de laranjas no esquema A polícia identificou que um dos laranjas teria sido atraído por Ítalo, com ajuda de outra pessoa. O contador teria prometido pagar R$ 2 mil por mês ao laranja para que ele "emprestasse" o nome para usar em uma empresa. Conforme as investigações, Ítalo e Paulo César iam até a casa do laranja três ou quatro vezes por semana para fazer transferências milionárias que precisavam de reconhecimento facial. O laranja tentou sair do esquema após receber menos do que havia sido prometido, mas passou a sofrer ameaças de morte. Durante o interrogatório, Ítalo confirmou que trabalha no mesmo escritório de Paulo César e afirmou que presta "serviços de T.I." O investigado também optou por exercer seu direito ao silêncio. Operação El Dourado A Polícia Civil investiga um esquema que usa empresas de fachada para simular negociações milionárias no setor do agronegócio, gerando créditos fraudulentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo a polícia, o grupo era composto por empresas de fachada. No esquema, os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos. No dia 24 de março de 2026, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema. Outro mandado de prisão preventiva foi expedido contra Paulo César, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Segundo a polícia, as empresas operavam com estruturas que não eram declaradas. Ex-funcionárias disseram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto para dar aparência de legalidade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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