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    CNJ aponta falta de transparência em nomeações no TJMS e critica cargos comissionados

    2 months ago

    Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul abriu edital com 20 vagas para juiz substituto. Divulgação/TJMS Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criticou as nomeações para cargos em comissões e funções de confiança no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS)e determinou que o órgão atue com mais transparências nas contratações. A constatação está no Relatório de Inspeção 2025, assinado por desembargadores e juízes da Corregedoria Nacional de Justiça, em março deste ano. Conforme o documento, o TJMS "não adota um processo seletivo formal, com critérios objetivos e previamente definidos" e "as nomeações e designações ocorrem de forma discricionária, sem procedimento estruturado que assegure a seleção baseada no mérito e na análise de competências". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Para o CNJ, a falta de transparência nas seleções para os cargos comissionados fragiliza "os princípios de impessoalidade, moralidade e da eficiência", deixando de garantir que candidatos mais qualificados sejam escolhidos para ocupar as funções. O Conselho deu prazo de 90 dias para que o TJMS institua procedimentos para garantir a transparência dessas contratações. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas não obeteve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM ENTENDA: A ligação entre o chefe do PCC condenado a 126 anos e o desembargador punido pelo CNJ QUEM É ELE? De sequestro de avião a chefe do PCC: quem é Gerson Palermo, condenado a 126 anos e hoje foragido VIU ISSO? Como mulher enganou o Exército em MS e recebeu R$ 3,7 milhões de pensão em 33 anos Novos cargos autorizados Embora o relatório tenha sido elaborado em 2025, a tramitação do documento no Conselho Nacional de Justiça ocorre ainda em 2026, e em meio a aprovação de novos cargos no TJMS. No dia 31 de março deste ano, os deputados estaduais aprovaram em segunda discussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), a criação de 302 cargos de assessoramento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A aprovação das funções, inclusive, tem anuência do próprio CNJ. Dados apresentandos pelo próprio órgão apontam que os novos cargos podem ultrapassar R$60 milhões por ano na folha de pagamento. Os cargos criados são: 50 de Assessor de Desembargador 150 de Assessor Jurídico de Juiz 75 de Assessor Jurídico de Juiz de Segunda Entrância 25 de Assessor Jurídico de Juiz de Primeira Entrância 2 cargos de Assessor Jurídico-Administrativo A justificativa apresentada pelo órgão é a de que os cargos são necessários para agilizar a tramitação dos processos no estado e manter o "bom funcionamento da justiça estadual". O tribunal também elencou que os cargos serão ofertados de forma gradual, conforme aumento de demanda. O projeto de lei aguarda sanção do governador Eduardo Riedel. g1 em 1 minuto Mato Grosso do Sul: MPMS abre concurso com salário de até R$34 mil Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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