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    Chefe foragido do CV escolhia alvos e planejava roubos: ‘Quer um trampo melhor que esse? Dólar, euro, anel de diamante’

    há 3 meses

    Polícia mira grupo do CV que explodia caixas eletrônicos e roubava mansões O homem apontado como chefe do grupo do Comando Vermelho (CV) especializado em explodir cofres e em roubar casas de luxo já é considerado foragido. Eduardo Lima Franco, o Dudu, foi um dos 16 procurados nesta quarta-feira (25), em uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Até a última atualização desta reportagem, os agentes tinham prendido 7 alvos. Um deles é considerado braço direito de Dudu: Augusto Leopoldo Vargas, apontado como especialista em abertura de cofres com o uso de maçaricos. Ele foi preso em Joinville. Segundo as investigações, Dudu selecionava as vítimas, financiava a logística e dividia os lucros. Os narcotraficantes do Rio forneciam veículos roubados para fuga, ferramentas para as explosões e locais para abrigo e ocultação. Dudu também custeou a vinda de Vargas e comparsas de Santa Catarina para o Rio a fim de executar roubos. Um dos ataques seria em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A polícia interceptou um telefonema de Dudu para Vargas sobre detalhes da ação. “Quer um trampo melhor que esse, Vargas? Tem tudo já, todas as informações, coisa de maluco. Dólar, euro, anel de diamante. Só pacotezinho de dólar, de 50 e de 100”, disse. No ano passado, Vargas e Dudu já tinham sido alvos de busca e apreensão. Joalheria em Niterói foi alvo de buscas Divulgação/PCERJ A polícia identificou que, em 5 anos, a quadrilha movimentou R$ 30 milhões, usando contas de pessoas físicas e jurídicas. Parte do dinheiro arrecadado era lavada numa joalheria em Niterói — a loja foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Durante as investigações, a polícia descobriu que o grupo ainda contava com a ajuda de um policial militar, que fazia a escolta dos criminosos nas ações. Jefferson Vieira do Nascimento, lotado no 19º BPM (Copacabana), já estava encarcerado. “Ele dava apoio de vigilância e segurança nos furtos e na lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado Jefferson Ferreira. “Esse policial já estava preso, por causa de um flagrante de roubo a um caixa eletrônico. Então cumprimos um novo mandado de prisão, agora de organização criminosa e lavagem de dinheiro”, detalhou. Eduardo Lima Franco, Augusto Leopoldo Vargas e Jefferson Vieira do Nascimento Reprodução/TV Globo
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