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    Caso Peretto: Justiça nega habeas corpus à irmã acusada de envolvimento no assassinato

    9 hours ago

    Caso Igor Peretto: entenda o assassinato do comerciante que descobriu traição O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou habeas corpus a Marcelly Peretto, acusada de envolvimento no assassinato do irmão Igor Peretto em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo g1, a defesa dela visava reconhecer uma possível ilegalidade no processo. Igor foi assassinado dentro do apartamento da irmã, no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Marcelly, Rafaela (viúva) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditarem o crime, alegando que a vítima era vista como um "empecilho no triângulo amoroso" formado entre eles. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Marcelly foi denunciada e pronunciada por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento popular está marcado para o dia 26 de novembro de 2026. Marcelly Peretto (à dir.) é acusada de envolvimento na morte de Igor, irmão dela Reprodução/Redes Sociais De acordo com a decisão, obtida pelo g1 nesta sexta-feira (17), a defesa impetrou habeas corpus sob o argumento de que Marcelly "sofre constrangimento ilegal". Os advogados alegaram que o MP-SP teria perdido o prazo para apresentar testemunhas e pedir diligências antes do júri. Dessa forma, a defesa queria que o TJ-SP reconhecesse a preclusão, quando a parte perde o direito de praticar um ato processual porque deixou passar o prazo. Se o pedido fosse aceito, essa manifestação da promotoria poderia ser retirada do processo. Apesar disso, o TJ-SP manteve válida a manifestação e não reconheceu nenhuma ilegalidade no andamento do caso. Segundo o relator e desembargador Geraldo Wohlers, o MP-SP respondeu dentro do prazo, pois a intimação eletrônica só é considerada realizada quando a parte consulta o sistema. O g1 entrou em contato com a defesa de Marcelly, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Morte de Igor Rafaela Costa (à esq.) e Marcelly Peretto (à dir.) chegando no apartamento onde Igor Peretto foi morto Reprodução O crime aconteceu em 31 de agosto de 2024, no apartamento de Marcelly Peretto. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito pelo assassinato. Segundo os depoimentos do trio e dos advogados, a viúva Rafaela tinha um caso com Mário. O advogado de Marcelly ainda disse que a cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mario no apartamento. Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido. A informação consta em laudo necroscópico obtido pelo g1. As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês. Decisão Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto Polícia Civil Além de determinar a soltura da viúva, o juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificou Rafaela da denúncia, alegando que a acusada não estava no apartamento no momento do crime e as provas colhidas não foram suficientes para constatar que ela teve participação no assassinato. O juiz determinou que Mario e Marcelly vão a júri popular por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe (relacionamento entre os acusados), meio cruel (diversos golpes de faca) e recurso que dificultou a defesa (vítima desarmada e atacada por pessoa de seu relacionamento próximo). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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