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    Caminhoneiro e morador de Tubarão (SC): Quem é o condenado pelo 8 de janeiro refugiado na Argentina

    3 months ago

    Joel Borges Corrêa, condenado pelo 8 de janeiro, recebeu refúgio da Argentina Agência Brasil/Reprodução O brasileiro que teve o refúgio político concedido pela Argentina após ser condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, é caminhineiro e natural de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Joel Borges Corrêa recebeu sentença de 13 anos de prisão no Brasil, mas fugiu para a Argentina em 2024. A notícia do refúgio foi divulgada na terça-feira (10) após decisão da Comissão Nacional para Refugiados (Conare) do país vizinho. Com isso, segundo a defesa dele, o processo de extradição está suspenso. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Corrêa afirmou ao Conare, segundo reportagem da BBC News Brasil, que decidiu fugir “após a divulgação de sua sentença condenatória”, quando cortou a tornozeleira eletrônica por medo de voltar a ser preso. Corrêa disse também que soube dos protestos por sua filha e que saiu para se manifestar após a vitória de Lula porque "não concordava com suas políticas". Ele afirmou ainda que não teve participação ativa em atos de vandalismo ou em planos de golpe de Estado. Em entrevistas ao órgão, o brasileiro afirmou "ser perseguido por meio do aparato judicial brasileiro por suas opiniões políticas" e que foi protestar contra o governo de Lula em Brasília, mas que não cometeu nenhum dos crimes pelos quais foi condenado. O brasileiro também disse que, enquanto esteve preso no Brasil, enfrentou condições degradantes, como celas superlotadas e comida precária. Governo Milei concede refúgio político pela 1ª vez a condenado pelo 8 de janeiro Três anos do 8 de janeiro: em que pé estão as punições dos condenados pela trama golpista Processo de extradição suspenso Em junho do ano passado, o governo da Argentina enviou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil uma lista de brasileiros que haviam pedido refúgio no país vizinho após serem condenados pelo STF. Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes, responsável por supervisionar o inquérito, pediu a extradição dos brasileiros foragidos na Argentina. Dois meses depois, um tribunal na Argentina decidiu pela extradição de Corrêa e outros quatro brasileiros. 'Fátima de Tubarão' também foi condenada Além de Corrêa, a idosa conhecida como 'Fátima de Tubarão', na mesma cidade do refugiado, também foi condenada pelo ato de 8 de janeiro. Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza recebeu a sentença de 17 anos de prisão. Durante a invasão ao Palácio do Planalto, a idosa apareceu em vídeo que viralizou. Na gravação, ela afirmou: "Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora", fazendo referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Além da referência ao ministro, Fátima declarou em outro vídeo que "estava quebrando tudo". STF condena 'Fátima de Tubarão' 17 anos de prisão Idosa conhecida como 'Fátima de Tubarão' é presa por atos golpistas
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