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    Calçadas de São Paulo: pesquisa revela que 88% das vias não têm infraestrutura adequada

    6 hours ago

    Calçadas de São Paulo Nove em cada dez calçadas da capital paulista não possuem infraestrutura adequada para pedestres, o equivalente a 88% das vias, é o que diz a pesquisa “Diferenças no microambiente para atividade física no lazer e deslocamento em São Paulo”, publicada na Revista de Saúde Pública da USP. Segundo o levantamento, moradores das zonas sul e leste são os que mais sofrem com o problema. As regiões possuem os piores índices de estética urbana, oferta de facilidades para pedestres e indicadores de calçadas. A pesquisa foi realizada através de entrevistas por telefone e seguiu com um mapeamento das dificuldades registradas usando a internet. Foram entrevistados 1.434 adultos em 1.205 endereços entre 400 e 725 metros, distância equivalente a cerca de 10 minutos de caminhada. Já os bairros Jabaquara e Itaquera lideram o ranking de reclamações e pedidos de manutenção de calçadas no portal 156 da prefeitura. A altura dos degraus e a inclinação das calçadas em ruas mais íngremes são queixas recorrentes dos moradores já que limitam a circulação da população, principalmente idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Calçadas de São Paulo SP1 Além dos problemas de infraestrutura, o acúmulo de lixo, raízes de árvores que danificam as calçadas e o mato alto também comprometem a circulação de pedestres. Para continuar o trajeto, muitos moradores acabam sendo obrigados a caminhar pela rua, colocando a própria segurança em risco. Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que a fiscalização das calçadas e passeios públicos fica a cargo das subprefeituras tanto em ações programadas, quanto a partir de denúncias feitas pelo serviço online e telefonico do 156. A pasta ressalta ainda que a lei prevê a manutenção das calçadas como responsabilidade do proprietário do imóvel, que deve mantê-la em condições adequadas. Somente neste ano, a prefeitura disse que emitiu 2.650 notificações e aplicou 713 multas, no total de quase R$ 7 milhões em valores. No entanto, os especialistas dizem que responsabilizar cada morador não resolve o problema, o SP1 ouviu o professor da USP e urbanista, Anderson Kazuo Nakano, sobre o caso. "A gente não pode mais pensar a calçada na cidade como se fosse só uma responsabilidade do proprietário do imóvel trecho a trecho. A gente tem que pensar o projeto da calçada na extensão dela inteira e corrigir esses desníveis. Fazendo com que a gente tenha pelo menos nesta faixa central de circulação uma faixa mais contínua. A gente precisa reformar nossas calçadas". Anderson destaca que com o envelhecimento da população, a correção das calçadas se torna cada vez mais necessária. “Se a gente se pautar pelo fato de que a população de uma cidade está envelhecendo, então ela vai precisar ter boas calçadas e calçadas seguras, sem obstáculos, para que ela não sofra quedas, não sofra acidentes, se a gente pensar uma calçada para esse público, certamente essa calçada vai ser boa pra todo mundo.” *Com supervisão de Alexandre Bazzan.
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