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    Bloqueio de indígenas em ferrovia de MG afeta cadeia logística nacional, diz Vale; viagens de trens estão suspensas

    há 2 meses

    Vale mantém suspensão de trem após bloqueio em ferrovia em MG O bloqueio feito por indígenas na Estrada de Ferro Vitória a Minas, em Resplendor (MG), afeta a cadeia logística nacional, segundo a Vale. A empresa é responsável pela administração da ferrovia e pelo trem de passageiros, que está com as viagens suspensas desde o último sábado (21). Os manifestantes reivindicam reparação pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015 (leia mais abaixo). Conforme a mineradora, além de prejudicar os usuários do transporte ferroviário, a suspensão das operações tem causado impactos nos segmentos de siderurgia, celulose, grãos, fertilizantes e abastecimento de combustíveis, especialmente na Região Leste de Minas. "Desde o início da paralisação, no último sábado, cerca de 11,5 mil passageiros deixaram de ser transportados entre Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES) [...]. Aproximadamente 1 milhão de litros de diesel deixaram de ser distribuídos no período", informou a Vale. Ainda de acordo com a empresa, as viagens continuam suspensas nesta quinta (26) e sexta-feira (27) "por motivo de segurança". Informações sobre remarcação e cancelamento de bilhetes estão disponíveis pelo telefone 0800 285 7000. "A Vale adota todas as medidas necessárias para restabelecer a circulação dos trens de forma segura e o mais breve possível", completou a mineradora. Reivindicação dos indígenas O bloqueio é realizado por integrantes das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil, localizadas na Terra Indígena Tupiniquim, em Aracruz (ES). Eles alegam que comunidades originárias foram excluídas do processo de reparação relacionado ao rompimento da Barragem de Fundão, tragédia que impactou o Rio Doce e o litoral capixaba em 2015. De acordo com o movimento, mais de 1,6 mil tupiniquins seguem fora das medidas de compensação. As críticas são direcionadas às mineradoras Vale, Samarco e BHP. "A nossa ocupação aqui no trilho hoje é legítima. Por mais que a empresa [Vale] tente criminalizar o nosso movimento, estamos aqui por uma causa justa", disse uma das lideranças do protesto. "A gente já vem há anos de luta contra essa destruição que aconteceu no nosso Rio Piraqueaçu", afirmou outra indígena. Em nota, a Samarco afirmou que reafirma o compromisso com a reparação integral "nos termos estabelecidos no novo acordo do Rio Doce". Indígenas protestam por reparação e participação em acordos sobre tragédia de Mariana. Reprodução/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Mariana, 10 anos: ninguém foi condenado por tragédia que matou 19 pessoas, destruiu comunidades e contaminou Rio Doce Justiça inglesa exclui 240 mil autores de ação contra BHP na Inglaterra por entender que já foram indenizados por tragédia em Mariana
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