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    Baixo estoque de munição e risco de guerra contra o Irã preocupam chefe militar dos EUA, diz jornal; Trump nega

    há 3 meses

    O general John Daniel Caine ao lado do presidente Donald Trump, em janeiro de 2026 Getty Images via BBC O general Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, teria alertado o presidente Donald Trump sobre o risco de baixas e de um conflito prolongado em caso de ataque ao Irã, segundo a imprensa americana. Em publicação na Truth Social nesta segunda-feira (23), Trump negou as reportagens e afirmou que a decisão sobre um bombardeio caberá a ele. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o jornal The Washington Post, Caine manifestou preocupação com uma possível operação no Irã durante uma reunião na Casa Branca na semana passada. Fontes ouvidas pelo jornal disseram que os EUA podem enfrentar dificuldades por causa do baixo estoque de munição. O arsenal estaria em baixa pelo apoio americano aos conflitos envolvendo Israel e Ucrânia, segundo a reportagem. O jornal afirmou também que Caine está preocupado com a dimensão de uma possível campanha militar contra o Irã. Devido à complexidade de uma operação no Oriente Médio, haveria risco de mortes de soldados americanos. O general teria mencionado ainda a falta de apoio de aliados na região. Em janeiro, o Wall Street Journal revelou que até rivais do Irã, como Arábia Saudita, Catar e Omã, se opuseram a um ataque. Já o site Axios disse que Caine também alertou Trump sobre a possibilidade de um conflito prolongado em caso de ataque. Autoridades ouvidas pela reportagem disseram que o presidente está tendendo a autorizar um bombardeio. Na Truth Social, Trump classificou as reportagens sobre as preocupações de Caine como "100% incorretas". Segundo ele, o general e integrantes do governo preferem evitar uma guerra. Mas, caso os EUA decidam atacar o Irã, afirmou que Caine considera que o conflito seria "facilmente vencido". "Caine é um grande combatente e representa as Forças Armadas mais poderosas do mundo. Ele não falou em deixar de agir contra o Irã, nem mesmo sobre os supostos ataques limitados que tenho lido por aí. Ele só conhece uma coisa: VENCER. E, se for instruído a agir, estará liderando a linha de frente", escreveu. "Sou eu quem toma a decisão. Prefiro um acordo a não ter um, mas, se não houver acordo, será um dia muito ruim para aquele país e, muito infelizmente, para o povo de lá, que é grande e maravilhoso."
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