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    Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo

    há 1 mês

    Raposinha-do-campo é resgatada em área urbana no interior de SP Uma raposinha-do-campo foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira (21), em uma área urbana de Presidente Venceslau (SP). Popularmente conhecida como raposinha, a espécie Lycalopex vetulus é considerada a menor dos canídeos brasileiros. Um vídeo do momento da captura foi divulgado pela corporação. Nas imagens, o animal parece assustado e observador, na esperança de sair da gaiola. Assista acima. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Conforme a publicação dos bombeiros, após o resgate, ela foi solta em seu habitat natural. 🦊 Patrimônio genético nacional Ao g1, o biólogo Luiz Waldemar Oliveira reforça que a espécie, considerada patrimônio genético nacional, está em risco de extinção. “A raposinha é uma espécie endêmica do Brasil, ou seja, ela só ocorre no Brasil, no Centro-Oeste e Sudeste. Quanto ao habitat dela, ela prefere o cerrado e matas que apresentam um espaço maior entre as árvores”, descreve. Com cerca de 4 kg, a raposinha-do-campo é um animal onívoro. Sua alimentação é composta principalmente por insetos, pequenos roedores e aves, além de frutos. A gestação dura, em média, 50 dias, e cada ninhada costuma ter de dois a quatro filhotes. “É uma espécie que tem risco de desaparecer. Por que isso pode acontecer? É um animal muito dócil, não é agressivo. Isso faz com que ela tenha proximidade com áreas antropizadas, onde o ser humano sobrevive." Raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau (SP) Reprodução/Corpo de Bombeiros Com a aproximação da espécie às áreas urbanas, aumentam os riscos de acidentes, como atropelamentos e ataques por outros animais, especialmente cães de grande porte. Além disso, segundo o especialista, a raposinha-do-campo pode contrair doenças transmitidas por animais domésticos. “Ela pode se infectar com as doenças que acometem os nossos animais domésticos, como parvovirose, cinomose e outras doenças que são exclusivas dos nossos pets”, reforça. O biólogo também destaca que fatores como queimadas e a destruição da vegetação nativa, impulsionadas pela expansão de monoculturas de soja e cana-de-açúcar, impactam diretamente a espécie. “A diminuição nas populações tende a deixá-las com um risco de extinção. É uma espécie vulnerável”, completa. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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