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    Após quase 1 ano, acreanos mortos em confronto na Bolívia são identificados pela polícia

    7 hours ago

    Após quase 1 ano, acreanos mortos na Bolívia são identificados pela polícia A Polícia Civil identificou três dos cinco corpos encontrados carbonizados em agosto do ano passado no município Bela Flor, no Departamento de Pando, na Bolívia, país vizinho do Acre. As vítimas são Leonardo Vinicius Costa de Lima, Raimundo Nonato do Nascimento Oliveira e a esposa dele, Ana Ires Assis de Souza. No total, cinco acreanos estavam na residência quando houve um confronto. A casa foi incendiada e os corpos acabaram carbonizados. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: A suspeita é de que houve um confronto entre criminosos foragidos do presídido do Acre que se escondiam na casa. A região é conhecida por ser abrigo de foragidos da Justiça, conforme a Polícia Civil. As vítimas estariam causando prejuízos à facção e já tinham sido expulsão do grupo criminoso. Raimundo Nonato do Nascimento (esq.), a esposa dele, Ana Ires Assis de Souza (centro), e Leonardo Vinicius Costa (dir.) morreram em agosto do ano passado Arquivo/Polícia Civil Raimundo Nonato e Leonardo Vinicius eram foragidos da Justiça brasileira e estavam escondidos na Bolívia. Ao g1, o delegado Aldízio Neto, responsável pelo caso, que a suspeita é de que os outros dois corpos sejam de Johnatan Silva Magalhães e Geovani Costa Almeida, contudo, os restos mortais estavam totalmente queimados e não foi possível fazer a identificação. "Infelizmente, quando a Polícia Civil chegou no local do crime os corpos tinham sido incinerados e alguns animais estavam se alimentando dos restos mortais. Então, não foram identificados todos. Suspeita-se de que houve um confronto entre faccionados e uns mataram os outros", ressaltou. LEIA MAIS: Confronto na Bolívia: o que se sabe sobre o caso investigado pela Polícia Civil do Acre? Fugas de presídios do AC: 14 ainda seguem foragidos após dois meses; veja quem são 2ª fuga de 2025: quem são os seis que escaparam do presídio de Rio Branco Ainda conforme o delegado, Raimundo Nonato e Leonardo Vinicius possuíam envolvimento em pelo menos 20 homicídios praticados no Acre. As investigações da Polícia Civil também apontam que o número de vítimas pode ser maior. Johnatan Silva Magalhães e Geovani Costa Almeida à direita Arquivo/Polícia Civil Identificação A identificação das vítimas foi feita por meio de exame de DNA no Instituto de Análise Forense (IAF). O Instituto Médico Legal (IML) deve emitir um laudo completo até o final do mês. O delegado destacou que os restos mortais serão entregues aos familiares. "A identificação dessas vítimas representa um avanço importante para a investigação. Mesmo diante da complexidade do caso e das dificuldades encontradas, as equipes seguem trabalhando para identificar os demais envolvidos e responsabilizar criminalmente quem participou", completou. A investigação aponta ainda que um dos suspeitos de participação no crime já está preso por outros delitos, enquanto o comparsa segue foragido e escondido na Bolívia. Segundo o delegado, o foragido é o responsável por comandar o tráfico de drogas na região da fronteira. Homens são encontrados carbonizados após confronto na Bolívia; Polícia do Acre investiga Crime Na madrugada de 5 de agosto ocorreu um confronto no município de Bela Flor, no Departamento de Pando, Bolívia. Após o conflito, uma casa foi incendiada e dois corpos encontrados carbonizados no dia seguinte. Segundo a Polícia Civil, os criminosos conseguiram fugir na 2ª fuga de 2025 do Complexo Penitenciário de Rio Branco e desde então, se abrigavam em terras bolivianas para se esconder da polícia. Vizinhos contaram à polícia que acontecia uma confraternização dentro da casa, quando a confusão entre os próprios moradores iniciou. No local, os policiais encontraram os restos mortais carbonizados e porcos da propriedade chegaram a se alimentar dos corpos. Crime ocorreu após racha de facção criminosa em local de abrigo de foragidos Reprodução O delegado Aldízio Neto informou à época, que o crime ocorreu por volta das 3h do dia 5 de julho no Departamento de Pando. Ao chegar no local, encontrou queimada a casa onde os mortos estavam carbonizados. Após o crime, as equipes de Capixaba, Plácido de Castro e da Polícia Nacional Boliviana estiveram no local, que ficava na zona rural, a 20 km do Centro de Capixaba. O delegado destacou que à época, ouviu três testemunhas, uma brasileira, outra boliviana e a terceira de dupla nacionalidade, mas todas alegaram que não sabiam de nada sobre o crime. Em setembro do ano passado, quatro famílias coletaram material genético no IML de Rio Branco para poderem identificar se algum dos corpos seria de familiares que supostamente estavam no local do crime. VÍDEOS: g1
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