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    Aparelho de radioterapia quebra e atrasa tratamento de pacientes com câncer no HC da Unicamp, em Campinas

    16 hours ago

    Problema em aparelho interrompe sessões de radioterapia no HC da Unicamp Pacientes que fazem tratamento contra o câncer no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP), têm enfrentado atrasos nas sessões de radioterapia devido à quebra de um dos aparelhos da unidade de saúde. De acordo com pessoas ouvidas pela EPTV, emissora afiliada da TV Globo, a máquina está parada há cerca de 12 dias. Já uma funcionária contou que o hospital possui dois equipamentos de radioterapia, sendo que apenas um está funcionando e o outro está quebrado há duas semanas. Um paciente de mais de 70 anos, que luta contra um câncer na garganta e preferiu não ser identificado, relatou a angústia com a suspensão do atendimento. Ele precisa passar por 33 sessões e já havia concluído 24. "Eu não sei o que eu vou fazer amanhã. Não sei o que eu vou fazer depois de amanhã. Eu só vejo os dias passando e a preocupação aumentando", lamentou. A filha do idoso contou que acionou a ouvidoria do hospital, mas não obteve solução. "A gente liga lá todo dia e nada, e sempre a mesma resposta, de que tem que aguardar uma peça chegar para depois o técnico ir lá colocar", disse. Equipamento de radioterapia do HC da Unicamp está danificado Reprodução/EPTV Em nota, o HC informou que o equipamento mais novo está com uma peça quebrada que precisa ser importada dos Estados Unidos. A previsão do fabricante é que a peça chegue na segunda-feira (27). Com isso, alguns pacientes foram realocados para o segundo aparelho de radioterapia que está funcionando. As exceções são pessoas que necessitam de uma tecnologia específica do equipamento danificado — nesses casos, a equipe médica irá compensar o período parado. "Lembrando que esse equipamento [danificado] foi inaugurado recentemente e é um dos mais modernos do país. Equipes médicas avaliam todos os pacientes. Não haverá prejuízo no tratamento que será compensado com modulação diferente ao reabrir o equipamento", completou. Riscos da interrupção Imagem de arquivo do HC da Unicamp Reprodução/EPTV A oncologista Karina Ishikawa explicou que o tratamento convencional envolve cinco sessões semanais e precisa ser contínuo. Segundo a especialista, pausas superiores a duas ou três semanas podem comprometer o efeito biológico da terapia. "O paciente que tem indicação de radioterapia e tem seu tratamento atrasado ou não realizado, compromete o tratamento oncológico, porque aumenta o risco de você ter uma recidiva local, de ter uma progressão de doença e isso reduz a taxa de cura", alertou. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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