Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

    13 hours ago

    Amazônia Adobe Stock A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em uma década, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre janeiro e junho, o sistema identificou 1.295 km² de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa no bioma —o menor patamar para o período desde o início da série histórica do Deter, em 2016. Os números foram divulgados pelo Inpe nesta sexta-feira (10). Os avisos do Deter funcionam como alertas rápidos: eles apontam locais onde imagens de satélite identificaram mudanças compatíveis com a retirada da vegetação. Esses dados ajudam a orientar ações de fiscalização, mas não representam a taxa oficial de desmatamento, calculada anualmente por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Agora no g1 A queda representa uma redução no ritmo de abertura de novas áreas com sinais de desmatamento, e não uma recuperação automática da floresta já perdida. Áreas derrubadas em anos anteriores continuam contabilizadas como desmatadas, enquanto o Deter mede novos alertas identificados pelos satélites dentro de cada período analisado. O patamar anterior mais baixo havia sido registrado em 2017, quando 1.332 km² ficaram sob alerta nos seis primeiros meses do ano. Desde então, o total do primeiro semestre havia oscilado entre 1.645 km², em 2024, e quase 4 mil km², em 2022. Cerrado também apresenta queda Vegetação do Cerrado Edição nossa / CanvaPro / arquivo O Cerrado também registrou redução nos sinais de perda de vegetação. Entre janeiro e junho deste ano, o Deter identificou 3.142 km² de áreas com indícios de retirada da vegetação nativa no bioma —o menor valor para um primeiro semestre desde 2021. A queda, porém, foi menor que a observada na Amazônia. Enquanto os alertas no bioma amazônico recuaram 38% em relação ao mesmo período do ano passado, no Cerrado a redução foi de cerca de 6%. Mesmo com a melhora, o Cerrado continua concentrando a maior área sob alerta. Nos seis primeiros meses de 2026, o volume detectado no bioma foi cerca de 2,4 vezes maior que o registrado na Amazônia. Amazônia Reprodução/Terra Brasilis Junho mantém tendência de redução nos alertas A redução dos alertas também aparece quando considerado apenas o mês de junho. Na Amazônia, o Deter identificou 297,26 km² com sinais de desmatamento no mês passado. No mesmo período de 2025, tinham sido 457,61 km² —queda de 35%. No Cerrado, os avisos de retirada da vegetação nativa passaram de 508,69 km² para 481,53 km² na mesma comparação, uma redução de 5,3%. Segundo o Inpe, o monitoramento do Cerrado em junho foi afetado pela presença significativa de nuvens em algumas regiões. Como o sistema depende de imagens feitas por satélite, a cobertura de nuvens pode dificultar a identificação de mudanças na vegetação. Por que o calendário do Inpe vai de agosto a julho Além da comparação entre os primeiros semestres, o Inpe também acompanha os alertas de desmatamento em um calendário próprio, que começa em agosto e termina em julho do ano seguinte. Esse recorte permite analisar um ciclo completo, já que a perda de vegetação não ocorre no mesmo ritmo ao longo do ano. Fatores como período de chuvas, presença de nuvens e condições para abertura de novas áreas influenciam tanto o desmatamento quanto sua identificação pelos satélites. Nos primeiros 11 meses do calendário atual, entre agosto de 2025 e junho de 2026, os alertas na Amazônia somaram 2.485,90 km² —uma redução de 37,2% em relação ao mesmo intervalo anterior. No Cerrado, os avisos chegaram a 4.689,40 km² no período, queda de 7,9%. O ciclo 2025/2026 será concluído após a divulgação dos dados de julho. Taxa oficial é calculada pelo Prodes Apesar de indicar a tendência de queda no desmatamento, o Deter não é usado como dado oficial da área desmatada no país. O sistema foi criado para apoiar a fiscalização ambiental, com alertas rápidos sobre possíveis novas áreas de perda de vegetação identificadas por satélite. Já o Prodes, também do Inpe, é responsável pela taxa oficial de desmatamento. O levantamento faz uma análise mais detalhada das imagens e consolida, uma vez por ano, a extensão de vegetação efetivamente perdida. Por isso, os dois sistemas têm objetivos diferentes: enquanto o Deter mostra onde o desmatamento está avançando para orientar ações de controle, o Prodes mede o tamanho final da área desmatada.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    VÍDEOS: Bom Dia PE de sexta-feira, 10 de julho de 2026
    Artigo Seguinte
    Prefeitura recomenda que cidadãos evitem banho de mar durante fim de semana em Salvador

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário