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    Alta umidade e temperaturas elevadas são propícias para incidência do míldio

    há 2 meses

    Combinação de chuvas e calor cria ambiente favorável para surgimento do míldio Acervo/Seiva do Vale O Míldio, uma doença fúngica que representa uma séria ameaça a cultura da videira, com potencial para causar perdas de até 100% na produção, se não for controlado. No Vale do São Francisco, o período de maior incidência do míldio vai de meados de novembro a abril/maio. A doença manifesta-se em condições de alta umidade, chuvas frequentes e temperaturas amenas, na faixa de 15°C a 25°C, como o que está sendo observado neste primeiro trimestre na região. Especialistas alertam que a falta de circulação de ar dentro do cultivo é outro fator que pode contribuir significativamente para o problema. Além disso, o excesso de água no ambiente favorece diretamente o crescimento e a disseminação do fungo. Para a região, o primeiro semestre é o período crítico, com a maior incidência observada de patógenos devido às chuvas mais intensas. Especialistas recomendam monitoramento constante e adoção de práticas de manejo que minimizem a umidade e garantam boa circulação de ar nas áreas de cultivo[1.1]. Sintomas e Impacto Os sintomas característicos da presença do míldio incluem manchas amareladas na parte superior das folhas e um volume esbranquiçado, semelhante ao mofo, na parte inferior. Isso leva à necrose e queda de folhas, flores e até de frutos. Mais gravemente, a presença do fungo pode comprometer também o ciclo seguinte da produção. Quando a infecção atinge não apenas folhas e cachos, mas também os ramos da planta, a safra subsequente fica seriamente comprometida, pois os ramos infectados prejudicam o desenvolvimento de novos ciclos. Esta situação gera um efeito cascata, ampliando as perdas para além da colheita em curso.
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