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    Alexandre de Moraes, do Supremo, determina execução das penas do núcleo dois da trama golpista

    há 1 mês

    Moraes determina execução das penas do núcleo 2 da trama golpista O ministro do Supremo Alexandre de Moraes determinou a execução das penas do núcleo dois da trama golpista. O prazo para os recursos terminou na quarta-feira (22). Na quinta-feira (23), o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, mandou executar as sentenças dos cinco condenados do núcleo dois. Eles foram acusados de elaborar uma minuta golpista, planejar a morte de autoridades e atrapalhar eleitores do então candidato Lula no segundo turno das eleições de 2022. Quatro já estavam presos preventivamente: o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques; o coronel Marcelo Camara; o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins; o general Mário Fernandes. A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília Ferreira de Alencar foi mantida em prisão domiciliar por 90 dias por causa de uma cirurgia. Depois, deve ir para o regime fechado. Alexandre de Moraes, do Supremo, determina execução das penas do núcleo dois da trama golpista Jornal Nacional/ Reprodução Ao todo, os ministros da Primeira Turma condenaram 29 réus dos quatro núcleos da trama golpista: 20 cumprem pena em regime fechado; três em prisão domiciliar, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro; três estão foragidos; dois confessaram os crimes e fecharam um acordo com a Procuradoria-Geral da República; um cumpre pena em regime aberto. Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente da República e militares de alta patente foram condenados e presos por atentar contra a democracia. No dia 25 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou as primeiras prisões para cumprimento das penas. Com as decisões dele de quinta-feira (23), estão encerrados os processos da trama golpista. A defesa de Marcelo Câmara afirmou que vai adotar as providências cabíveis, dentro e fora do país, para reparar a injustiça a que ele está submetido. A defesa de Filipe Martins afirmou que recebeu sem surpresa a informação de que Alexandre de Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal, mesmo com a existência de recursos pendentes de análise. Segundo a defesa, ignora provas físicas, documentais e testemunhais que desmentem a própria premissa da condenação. Afirma também que Filipe foi sentenciado com base na narrativa de uma minuta fantasma jamais localizada. A defesa de Mário Fernandes não deu retorno ao contato do Jornal Nacional. O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas de Silvinei Vasques e de Marília Ferreira de Alencar. LEIA TAMBÉM Trama golpista: STF encerra fase de recursos e já executou as penas de todos os condenados STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão
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