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    Advogado de ultradireita e senador de esquerda disputam 2º turno na Colômbia: saiba quem são

    há 7 horas

    Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda Reuters/Luisa Gonzalez; Reuters/Sergio Acero A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para o segundo turno das eleições presidenciais em uma disputa entre esquerda e direita. De um lado está o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. Do outro, o advogado de ultradireita Abelardo De la Espriella. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 ▶️ Contexto: O vencedor da eleição sucederá Gustavo Petro, que está no poder desde 2022. Diferentemente do Brasil, a Constituição colombiana não permite reeleição para a Presidência. As pesquisas eleitorais indicam uma vitória do candidato de direita Abelardo De la Espriella, com uma vantagem que varia de 3 a 8 pontos percentuais, dependendo do levantamento. Confira abaixo o perfil dos candidatos: Senador e filósofo: quem é Iván Cepeda O candidato presidencial colombiano Iván Cepeda em 21 de maio de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez Senador e filósofo, Iván Cepeda faz parte do partido Pacto Histórico e representa a esquerda colombiana. O senador tem 63 anos e defende a continuidade das políticas adotadas pelo governo Petro. Ele ficou conhecido principalmente por atuar na mediação das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016. Apesar do acordo, no qual as Farc concordaram em se desarmar, grupos dissidentes da guerrilha continuam ativos e são apontados como responsáveis pela violência no país. Cepeda também foi pivô de um processo judicial que resultou na prisão do ex-presidente Álvaro Uribe. Em 2012, Uribe acusou o esquerdista de organizar um complô para ligá-lo a grupos paramilitares. Seis anos depois, a Justiça concluiu que Cepeda agiu dentro de sua função parlamentar e que Uribe tentou influenciar testemunhas por meio de terceiros. Em 2025, porém, o Tribunal Superior de Bogotá absolveu o ex-presidente das acusações de suborno e fraude processual. Como candidato à Presidência, Cepeda defende o diálogo como forma de encerrar o conflito armado com guerrilhas. Também apoia o aumento do salário mínimo, a redução de benefícios para congressistas e uma reforma agrária. 'Sósia' de Bukele: quem é Abelardo De la Espriella O colombiano e candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella em 7 de maio de 2026 REUTERS/Nathalia Angarita Em segundo lugar nas pesquisas aparece o advogado Abelardo De la Espriella. Aos 47 anos, ele lidera o movimento de ultradireita Defensores da Pátria. O candidato afirma admirar políticos de direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele — com quem tem certa semelhança física. De la Espriella ganhou força na reta final da campanha. Ao contrário de Cepeda, ele não acredita que o problema das guerrilhas será resolvido por meio do diálogo. Para enfrentar a questão, promete uma ofensiva militar. Dois integrantes da campanha do candidato foram mortos a tiros em 15 de maio. Espriella também acusou integrantes da inteligência colombiana de participarem de um plano para assassiná-lo. Conhecido pelo apelido de "El Tigre", o advogado também defende retirar a Colômbia de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo ele, essas instituições servem para promover "políticas de esquerda". Ao mesmo tempo em que adota um discurso linha-dura, o candidato mantém um site chamado "De la Espriella Style", onde vende bebidas alcoólicas, livros, músicas nas quais canta e até roupas em que aparece como garoto-propaganda. De la Espriella também se envolveu em polêmicas. Em uma entrevista na TV, por exemplo, se gabou do tamanho do órgão genital e afirmou que isso o ajudava a conquistar votos. O advogado também foi questionado por ter defendido Alex Saab, empresário colombiano acusado pelo governo dos EUA de atuar como laranja do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Saab foi deportado para os Estados Unidos em maio. De la Espriella afirma que a relação profissional com Saab começou antes das acusações surgirem. Segundo ele, os dois deixaram de trabalhar juntos há seis anos. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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