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    Advogado de sargento da PM suspeito de matar a esposa capitã deixa defesa

    21 hours ago

    Polícia investiga morte de capitã da PM O advogado do Sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Eduardo Abner, investigado por suspeita de feminicídio após a morte da esposa, a capitã da PM Michele Leão Azevedo, informou nesta quinta-feira (23) que abandonou o caso. O advogado não informou os motivos da decisão. Disse apenas que, em respeito ao sigilo profissional, à ética da advocacia e aos deveres inerentes à relação entre advogado e cliente, não prestará esclarecimentos sobre o encerramento da representação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Em nota enviada à imprensa, Gustavo Nepomuceno Lopes também afirmou que não concederá novas entrevistas nem fará manifestações sobre o mérito da investigação. Eduardo Abner está preso preventivamente desde quarta-feira (22), após a Justiça converter a prisão em flagrante durante audiência de custódia. O processo tramita sob segredo de Justiça. Montagem mostra fotos do suspeito, o sargento Eduardo Abner, e da capitã da PMMG Michele Leão, encontrada morta Reprodução/Redes Sociais Entenda o caso A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu após sofrer múltiplas lesões e foi levada já sem vida pelo marido ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante ainda no hospital. Na quarta-feira (22), a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ao tomar a decisão, o juiz considerou necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública. Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio. A corporação aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte e verificar se os ferimentos apresentados pela vítima são compatíveis com a versão apresentada pelo investigado. De acordo com o boletim de ocorrência, Michele apresentava traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte profundo na cabeça. Para a equipe médica, a morte havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. Sargento disse que capitão caiu da escada Em depoimento, Eduardo Abner afirmou que o casal participou de uma confraternização na noite anterior, consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e, depois, manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. Segundo o sargento, Michele caiu da escada por volta do meio-dia, recusou atendimento médico e os dois dormiram durante a tarde. Ele disse que apenas à noite percebeu que a esposa não respondia mais aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital. A versão é contestada pela investigação e será confrontada com os laudos periciais. Durante a perícia, policiais apreenderam comprimidos semelhantes a ecstasy, um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio, roupas de cama lavadas e ainda molhadas dentro da máquina de lavar, além do celular do sargento e do veículo utilizado para transportar Michele. Todo o material será analisado. Suspeito tem histórico de violência A Polícia Civil também confirmou que Eduardo Abner possuía registros anteriores de violência contra mulheres. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira em 2016, nos quais ela relata agressões físicas, ameaças e o descumprimento de medida protetiva. O militar também foi preso por embriaguez ao volante em 2023 e recebeu sanções disciplinares ao longo da carreira. Durante o velório da capitã, a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos, classificou o caso como um episódio de violência doméstica e familiar e afirmou que a corporação seguirá acompanhando as investigações e atuando no enfrentamento à violência contra as mulheres. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer a dinâmica da morte de Michele Leão Azevedo. O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (20) Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Câmera flagra batida entre caminhonete e carreta na BR-356; helicóptero resgatou vítima MG tem aumento de 41,7% nos registros de tráfico de drogas, a 2ª maior alta no país em 2025, aponta Anuário de Segurança Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:
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