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    Adolescente morre após suspeita de dengue grave em Arapiraca; família acusa UPA de negligência

    2 months ago

    Adolescente de 17 anos morre após suspeita de dengue grave em Arapiraca Uma adolescente de 17 anos morreu nesta quarta-feira (22) após complicações provocadas por suspeita de dengue grave em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O enterro de Evilly Vitória ocorreu nesta quinta-feira (23). A família acusa a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Itapuã de negligência médica. De acordo com a mãe da jovem, Jennifer Rocha, Evilly deu entrada pelo menos três vezes na UPA com sintomas da doença, mas o diagnóstico demorou a ser confirmado. A primeira ida à unidade ocorreu no dia 9 de abril e a última no domingo (19). Segundo a família, os exames iniciais não identificaram o quadro de dengue grave. O diagnóstico só teria sido feito após a realização de um hemograma, considerado tardio pelos familiares. Dengue grave: como saber quando a dengue é preocupante Quando a dengue pode matar? Entenda como identificar casos graves da doença Após a confirmação, Evilly foi transferida para o Complexo Hospitalar Manoel André (Chama), onde ficou internada na UTI, mas não resistiu. “Eu levei ela três vezes pra UPA. Na terceira vez foi que fizeram um exame de sangue pra saber o que ela tinha. O caso dela foi se agravando e ela tomando só dipirona, mas era dengue hemorrágica”, relatou a mãe. A família informou que pretende entrar com uma ação judicial contra o Estado. Adolescente morre de dengue grave em Arapiraca Reprodução/Redes sociais O que diz a Secretaria de Saúde A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o caso segue sob investigação como suspeita de dengue. Segundo o órgão, o exame de PCR apresentou resultado negativo, sendo necessário um exame sorológico, cujo resultado deve sair em até 10 dias. De acordo com a Sesau, a adolescente deu entrada na UPA por volta das 18h do domingo (19), com sintomas como vômito, dor no corpo e dor abdominal. Ela foi atendida, medicada e submetida a exames laboratoriais, que apontaram plaquetopenia — condição caracterizada pela redução das plaquetas no sangue, o que aumenta o risco de sangramentos. Ainda segundo a secretaria, diante da gravidade do quadro, foi solicitada a transferência da paciente para o Hospital Manoel André, onde ela permaneceu internada na UTI e morreu dois dias depois.
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